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Alto Alentejo

Habitantes e autarcas de Avis em protesto por mais médicos

Habitantes e autarcas de Avis vão participar numa concentração em frente ao centro de saúde local, no próximo dia 12 de fevereiro, para reivindicar mais médicos para o concelho.

O protesto, agendado para as 17:30, é promovido pela Câmara de Avis e juntas de freguesia daquele concelho.

Em declarações à agência Lusa, a vereadora da Câmara de Avis, responsável pela área da Saúde, Salomé Guilhermino, explicou que a maioria dos cerca de 3.900 habitantes das seis freguesias do concelho “não tem médico de família”, nesta altura.

“A maioria das pessoas não tem médico de família. Temos um médico a tempo inteiro que está com uma prestação de serviços, porque o município cedeu uma habitação e não tem qualquer encargo com a mesma, e temos outro médico que está aposentado, mas a meio tempo”, disse.

Para Salomé Guilhermino, “o ideal” seria conseguir atrair para o concelho “entre três a quatro médicos” para que fosse possível dar resposta à população.

Em comunicado, a Câmara de Avis exigiu “soluções urgentes” que promovam a defesa e acesso aos cuidados de saúde.

O município argumentou que estão “severamente comprometidos” os cuidados de saúde no concelho, quer pelo “deficiente funcionamento” do Centro de Saúde de Avis, quer pela “falta de atendimento” das populações nas extensões.

“Sem recursos humanos suficientes, [as extensões] não prestam o serviço que deveriam ou, simplesmente, continuam encerradas”, alegou a autarquia.

Para a câmara, vive-se “uma situação verdadeiramente preocupante” num concelho sem rede de transportes públicos.

A autarquia lembrou ainda que, neste concelho, reside “um elevado número de habitantes com mais de 65 anos, com baixas reformas e sem possibilidade" de recorrer a outros meios de transporte ou a serviços de saúde privados.

 

Fotografia de lusa.pt

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