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Há 75 anos o Nazismo perdeu, mas não morreu

Foi a 8 de maio de 1945 que as forças russas venceram a batalha de Berlim, a derradeira no fim na Segunda Guerra Mundial.

A entrada das tropas russas em Berlim – neste cerco estiveram mais de 2,5 milhões de soldados, apoiados por milhares de blindados, canhões e aviões – abriria uma dúvida: a Alemanha tinha perdido a Guerra ou, finalmente, tinha sido salva de Adolf Hitler?

Diz-se que Hilter se suicidou nesse dia, teorias mais ou menos fundamentadas dizem que não. Que foi preso e levado para a Rússia ou que -com passagem pela Espanha de Franco, supostamente neutra na Guerra – fugiu para Argentina, à imagem de muitas altas patentes nazis.

Com inúmeros campos de concentração pela Europa fora, cidades e países devastados, a Segunda Guerra resultaram em mais de 60 milhões de mortos, só terminaria mesmo a 2 de setembro, com a rendição oficial do Japão, no entanto, foi neste dia, há 75 anos, que o fim do regime nazi de Hitler caiu.

Os dias que se seguiram à libertação de Berlim, até à chegada dos Aliados, não foram muito melhores que antes. À fome, ao trauma da guerra, ao fim do nazismo, à descoberta de um novo e incerto presente, seguiu-se a invasão de milhares de soldados do exército russo e, com isso, cerca de 800 mil a 2 milhões de mulheres – dados avançados pela DW – foram vítimas de abusos sexuais por parte dos soldados.

Aos poucos, os cerca de 14 milhões de alemães que fugiram ou que foram expulsos regressavam e começavam os trabalhos de reconstrução das casas, das fábricas, da sociedade, da economia, e da vida e da mente, após a lavagem cerebral perpetrada pelos nazis.

Em Teerão e Ialta, Aliados e soviéticos – Churchill, Truman e Stalin – decidiram o futuro da Alemanha. Em Potsdam, já em julho de 1945, o acordo ficou fechado e a Alemanha seria dividida em dois: a oeste a República Federal (RFA), de regime federalista, e a leste, a República Democrática Alemã (RDA), socialista e dependente da União Soviética. Foi o início da Guerra Fria.

Há 75 anos, com a Batalha de Berlim, Hitler pode até ter morrido, mas o nazismo não. Houve e há claramente – da parte dos responsáveis e maioria da sociedade alemã – a tentativa de esquecer este pedaço da História, de olhar para o futuro, de fazer diferente.

Na minha opinião, um erro. Não seria necessário recordar e reviver as memórias do terror constantemente, mas esconder faz esquecer e não é de MacDonalds, KFCs e Starbucks, em pleno CheckPoint Charlie, que a História se recorda.

O nazismo não morreu. Está vivo e têm ressurgido, em todo o mundo, ecos seus. O racismo, o xenofobismo têm sido notícia, de modo mais ou menos dissimulado, e tem até sido a base – dissimulada – de algumas linhas editoriais de órgão de comunicação nacional e – sem dissimulo algum – de falsas notícias nas redes sociais.

É fresquinho o recente caso do deputado Ventura e do jogador Quaresma. Ambos do mundo do futebol, ambos portugueses. Um é cigano, o outro é só parvo.

Com a crise do COVID-19 parece também ter alastrado um sentimento estranho, o que visa que roubem Liberdade de cada um, quase a pedido do próprio. É preciso cuidado com o se esconde detrás da pandemia e com o que se quer impor com o medo à mesma.

Ditaduras? Não obrigado. Nem fascistas, nem comunistas, nem socialistas, nem pandemistas, nem de coisa alguma.

Pela Liberdade, sempre!

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