A modernização da Linha do Alentejo, no troço que liga Casa Branca a Beja, já tem luz verde para avançar após a publicação do respetivo calendário de execução pelo Governo. O projeto ferroviário regional, orçado num investimento global de 410 milhões de euros, sai finalmente do papel e entra numa fase concreta de desenvolvimento sob a alçada da Infraestruturas de Portugal. A intervenção de fundo prevê a substituição completa dos carris, a eletrificação da linha e a instalação de novos sistemas de telecomunicações e sinalização ao longo de 63 quilómetros, com pagamentos públicos escalonados até ao ano de 2033.
Com estas melhorias estruturais, a velocidade dos comboios de passageiros poderá atingir os 200 km/h, enquanto as composições de mercadorias passarão a circular até aos 120 km/h. Na prática, a viagem de comboio entre Beja e Casa Branca passará a fazer-se em menos de uma hora, tornando-se uma alternativa muito mais rápida e competitiva face ao transporte rodoviário atual.
Apesar do elevado montante envolvido, a infraestrutura vai manter-se como via única e continuará sem ligação direta ao Aeroporto de Beja, que permanece isolado da rede ferroviária. O plano financeiro prevê que o início dos contratos ocorra em 2027, contando com o apoio de fundos comunitários dos programas Portugal 2030 e Alentejo 2030. Quando a empreitada terminar, o trajeto será assegurado pelas novas automotoras Stadler Flirt, com o objetivo de responder ao crescimento da procura e reforçar a qualidade do serviço público na região.
