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Frankie Goes To Hollywood – Welcome to the Pleasuredome

Não foram os primeiros a fazê-lo, a misturar performance pop com as agruras da obra conceptual, mas nunca essa dimensão do espectáculo havia sido encenada em disco tão nos limites do gosto vigente e de forma tão, como dizer,… promíscua. Simbologia, claro está, de uma profunda rebeldia. Sistema anti-sistema de recolha e reciclagem (talvez, se nos é permitido ir por tal caminho, e agora pleno de pujança e actualidade e saudável exagero, possa ser visto como um equivalente do cinema de Tarantino na criação musical pop).  

35 depois ainda não soa datado, e sim, isso sim, continua a parecer estranho.

Não deixou descendentes que se notem e foi sol de pouca dura, como se diz por aí.

Certo dia cumpriram o seu desígnio, i.e., foram parar a Hollywood, via Brian De Palma (no filme Body Double, 1984), mas por essas alturas De Palma já não era nome que se recomendasse. Pelo menos, quando era exclusivamente De Palma – uma vez que foi homem de muitas caras. E, lá está, triste sina, foi num desses momentos que o apanharam.    

 

Imagem de media1.jpc.de

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