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Exposição inaugura Centro de Arte João Cutileiro em Évora

A mostra intitulada “A CASA – fotografia de Margarida Lagarto”, sobre João Cutileiro, inaugura a programação do Centro de Arte João Cutileiro e vai estar patente ao público até 28 de fevereiro.

De acordo com a Associação Évora 2027, citada pela agência Lusa, esta exposição composta por fotografias de Margarida Lagarto, que captam “a intimidade e memória do escultor na cidade”, foi criada para a Capital Europeia da Cultura (CEC) Évora_27.

O Centro de Arte João Cutileiro é uma associação cultural que nasceu a partir do legado deixado por João Cutileiro (1937-2021) ao Estado português, o qual é constituído pela casa-ateliê e por obras de escultura, desenho e fotografia e o seu arquivo pessoal.

Segundo a associação, é a primeira vez que a casa-ateliê abre portas ao público depois da doação ao Estado, assinalando que estão ainda previstas obras de conservação no imóvel.

“O Centro de Arte João Cutileiro pretende afirmar a cidade como polo dinâmico de criação artística contemporânea, promovendo residências artísticas, apresentações, projetos de formação e investigação artística e de intercâmbio internacional”, referiu a mesma fonte.

Quanto à exposição, a mostra reúne “imagens que condensam a intimidade e a memória de quase quatro décadas da presença de João Cutileiro em Évora e dialogam com a história da escultura contemporânea em Portugal”.

As fotografias, captadas pela companheira do artista, “revelam o espaço pessoal e criativo de João Cutileiro, convidando os visitantes a conhecer não apenas a sua obra, mas também o lugar onde foi concebida e criada”, salientou a Associação Évora 2027.

As obras expostas propõem ao visitante “uma experiência sensível, que vai além do olhar” e convida-o “a habitar mentalmente a casa e a reconhecer nesse espaço um modo de pensar, criar e estar no mundo, com vagar”.

Recorde-se que João Cutileiro é autor do Monumento ao 25 de Abril, instalado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, entre outras obras.

O artista, que começou a viver e a trabalhar em Évora em 1985, frequentou os ateliês de António Pedro, Jorge Barradas e António Duarte, de 1946 a 1950.

A sua primeira exposição individual, “Tentativas plásticas”, foi apresentada em 1951, com 14 anos, em Reguengos de Monsaraz, onde apresentou esculturas, pinturas, aguarelas e cerâmicas.

Foi condecorado com a Ordem de Sant'Iago da Espada, Grau de Oficial, em agosto de 1983, e recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora e pela Universidade Nova de Lisboa, este último, concedido em 2017.

Em dezembro de 2018, recebeu a Medalha de Mérito Cultural, aquando da formalização da doação do seu espólio ao Estado português.

Já Margarida Lagarto nasceu, em 1954, em Veiros, no concelho de Estremoz, e atualmente vive e trabalha em Évora. Fez o curso de pintura na Escola António Arroio, em Lisboa, entre 1969 e 1975, e frequentou o curso de pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, entre 1979 e 1981.

 

Fotografia de record.pt

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