A incompetência e os sucessivos casos de corrupção, os buracos na Economia, o caos financeiro por toda a Europa, ou, em Portugal, casos como as nomeações de familiares, por exemplo e para recordar um passado mais recente, vindo precisamente por parte daqueles que se dizem competentes e democratas, têm levado, consequentemente e ao longo dos séculos, à subida de pessoas menos capazes e com ideias contrárias à Democracia e à Liberdade a cargos de poder.
Atitudes como as referidas no início deste texto, também não ajudam, antes pelo contrário.
Na ascensão de líderes populistas e pouco democráticos, a Europa não é exceção – já não foi com Hitler, por exemplo – e com sucessivas eleições legislativas e regionais por esse velho continente fora, tem existido um denominador comum: os chamados partidos da extrema direita têm conseguido uma forte percentagem de votos; segundo algumas sondagens, na próxima constituição do Parlamento Europeu (PE), poderão mesmo ter cerca de 80 eurodeputados.
Esta projeção do Parlamento Europeu tem por base sondagens nacionais, e, a verificar-se nas urnas, fará desta força política a terceira mais representada no Parlamento Europeu, só atrás do Partido Popular Europeu (PPE, centro-direita), e dos Socialistas & Democratas (S&D). A terceira força política da Europa pode mesmo vir a ser uma força que é antagónica aos principais que moldaram a formação da união fraterna entre os povos europeus., nomeadamente, no que toca aos valores. A formação da então Comunidade Europeia preconizava manter uma sociedade em que prevalecessem a inclusão, a tolerância, a justiça, a solidariedade e a não discriminação; valores como a Dignidade do ser humano, a Liberdade, a Democracia, a Igualdade, o Estado de Direito e os Direitos humanos.
Adivinham-se tempos conturbados para as Democracias ocidentais e que deixam em aberto o futuro e a própria existência daquilo que Churchill ousou chamar os “Estados Unidos da Europa”.
Só o exercício democrático – pelo poder do voto – pode assegurar a continuidade da União Europeia e de um sistema que tem garantido a mais longa paz na Europa e minimizado as diferenças entre os países mais desenvolvidos e menos desenvolvidos no território europeu.
Imagem de brexitcentral.com
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