Tribuna Alentejo
rita
Colunistas

Ela

Alguém que a acorde. Alguém que a traga de volta. Alguém. Só (é) preciso alguém.

Sem vida, mas intacta, caracterizada pela energia contagiante, aqui está ela, presente tudo e todos. A luta está constantemente presente no seu quotidiano. Hoje, a luta entre pedir auxílio ou se deixar levar pelas rajadas fortes de ventos que faz tremer corpos. A sua cabeça atinge o auge de força e, de tão pesada que se encontra, cai já como se fizesse parte do plano.

Entre frases mal construídas, com o recurso de melodias inconstantes, é expresso um pedido. Com voz trépida, mãos suadas e suspiros melancólicos ela percebe que é em vão. Neste ciclo estão presentes soluços e um coração pesado que implora por misericórdia; porém, “algo” no ar a reconforta, abraça e não permite a solidão, “algo” que cura.

O peso que é notório nas suas costas, já inclinadas para a frente, marcam desenhos que a destacam no meio da multidão.

As paredes são suas amigas e todos a reconhecem. Embora o silêncio, bastava um sorriso para a despertar, uma palavra especifica e o seu mundo voltava às cores que eram tão características.

Artigos relacionados

O BCE sobe os juros. E agora?

Martinho Murteira

As democracias

Duarte Carrasquinho

CR7 e mais 10!

Tiago Salgueiro

Nas exéquias dum ido Ministério dos Negócios Estrangeiros

Frederico Carvalho

O 26 de abril

Duarte Carrasquinho

A inflação que não aparece nos discursos

Martinho Murteira