16 Março 2017      13:29

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DESABAMENTO IMPEDE HÁ MAIS DE 3 MESES CIRCULAÇÃO ENTRE MÉRTOLA E HUELVA

Um desabamento de terras na estrada que liga Pomarão em Mértola a El Granado, em Huelva tornou desde o dia 5 de dezembro do ano passado intransitável a Ponte do Chança. As duas localidades, portuguesa e espanhola têm criticado fortemente a inércia das autoridades espanholas, já que o lado português limpou o desabamento poucos dias depois deste ter acontecido.

O caso já originou protestos no passado fim de semana por parte de populares e empresários portugueses e espanhóis que se queixam de grandes danos económicos e sociais causados pelo corte da estrada.

Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola, em declarações ao Sul Informação, acusa as autoridades espanholas de inércia e desatenção já que passaram cerca de 4 meses desde o desabamento e que só estão previstas limpezas durante o mês de abril. Mas do lado espanhol a informação disponível aponta para a permanência do problema até ao final do verão, dependendo do resultado de estudos geotécnicos que alegadamente estarão a ser feitos.

Em declarações ao mesmo jornal o presidente da Câmara de Mértola alerta para «a quebra de movimento e no consumo no comércio local" e nas "trocas comerciais" entre os dois lados e que já reuniu há cerca de um mês com o  secretário de Estado das Infraestruturas Guilherme d’Oliveira Martins para que este intercedesse junto do governo espanhol, sem que saiba se até ao momento o governo já tomou alguma iniciativa nesse sentido.

O acesso em causa custou cerca de 2 milhões de euros e foi paga em conjunto pela Câmara de Mértola, pela Diputación Provincial de Huelva e por fundos comunitários. Este acesso é mais curto cerca de 180 quilómteros do que mais antigo.

Imagem de capa do sulinformacao.pt

 

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