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CDU em Elvas acusa Rondão de Almeida de “esclavagista”

A CDU de Elvas repudia hoje em comunicado a intenção da Câmara Municipal de Elvas de tentar "alterar o regulamento de apoios sociais, no sentido de introduzir limitações" ao pretender "obrigar os estudantes, que tenham que recorrer a apoio social da autarquia para prosseguir os estudos, a trabalhar num período de férias como forma de retribuição do referido apoio".

Segundo a CDU a Câmara de Elvas pretende introduzir limitações no regulamento de apoios sociais com o objetivo de "obrigar os estudantes, que tenham que recorrer a apoio social da autarquia para prosseguir os estudos, a trabalhar num período de férias como forma de retribuição do referido apoio"

A CDU de Elvas vai mais longe e denuncia que "qualquer exigência laboral em troca de 1500 euros que se destinam ao apoio ao estudo, é esclavagista e desajustada, em relação a políticas de emprego justas e dignas para com todos os trabalhadores" e que a principal preocupação do "Sr. Presidente Rondão Almeida e equipa, no que concerne a este apoio, deveria centrar-se no sucesso escolar e por conseguinte profissional de cada bolseiro".

E lembra a Rondão de Almeida,  presidente daquela autarquia alentejana a definição das Nações Unidas: "voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social, ou outros campos…"

José Rondão Almeida presidente da Câmara Municipal de Elvas, explica recentemente à Rádio Elvas que “os apoios vão continuar, mas com algumas limitações. Vamos ter cuidado, porque estamos a pagar, neste momento, qualquer coisa como 1500 euros a cada aluno, por ano, e, no final, esse aluno não deu qualquer retribuição à câmara municipal. Aquilo que estamos a mudar, em termos de regulamento, é que todos os bolseiros vão ter de dar 15 dias das suas férias para trabalho voluntário na câmara municipal”.

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