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Baixo Alentejo

Basílica Real de Castro Verde torna-se monumento nacional

A igreja matriz de Castro Verde foi reclassificada como monumento de interesse nacional, passando a ser denominada Basílica Real.

De acordo com a Câmara Municipal de Castro Verde, o decreto foi aprovado em reunião do Conselho de Ministros, que decorreu ontem em Évora, no âmbito da iniciativa “Governo Mais Próximo”.

Segundo a mesma fonte, “o decreto que reclassifica a Basílica Real surge no seguimento do processo de reclassificação submetido pela Direção Regional de Cultura do Alentejo (DRCA), em 2021, e que mereceu parecer favorável da Direção Geral do Património Cultural, através da Secção do Património Arquitetónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura”.

António José Brito, presidente da autarquia, afirmou que a decisão do Governo “é um momento muito especial, gratificante e que coroa o importante trabalho de requalificação global da Basílica”, “o principal monumento do concelho e um dos templos católicos mais importantes do Sul do país”.

Note-se que a Basílica Real de Castro Verde foi construída durante o reinado de D. Sebastião, em 1573, para relembrar “dignamente a ‘memorável vitória’ de D. Afonso Henriques na batalha de Ourique”.

O templo religioso acabou por ser reconstruído no século XVIII, por ordem de D. João V, tendo sido classificado, em 1993, como Imóvel de Interesse Público.

Desde 2018, o templo sofreu várias intervenções de reabilitação, “desde a pintura exterior e arranjo da cobertura, a melhorias de portas e janelas, passando pela reabilitação do coro alto e nártex e a magnífica requalificação do teto pintado e dos tímpanos, num investimento muito relevante, na ordem de meio milhão de euros”, acrescentou a autarquia.

 

Fotografia de cm-castroverde.pt

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