A 4.ª edição do Festival Futurama realiza-se nos próximos três fins de semana, com a sua programação artística a passar pelos concelhos de Beja, Mértola (Mina de São Domingos) e Alvito.
O Futurama – Ecossistema Cultural e Artístico do Baixo Alentejo apresenta-se, mais uma vez, “como uma plataforma de criação e diálogo com o território, onde artistas e comunidades pensam em conjunto o futuro e o presente da expressão artística”, afirma a organização, citada pelo Sul Informação.
O festival tem três fins de semana de programação gratuita e descentralizada, com propostas como instalações, concertos, performances e encontros informais, de forma a promover “o cruzamento entre artes visuais, performance, música e práticas colaborativas com a população local”.
A edição de 2025, que ainda conta com programação pensada por John Romão, dá o conhecer o resultado de meses de residências artísticas com nomes como Fidel Évora, Francisco Trêpa, Tiago Alexandre, David Infante e Sónia Baptista, que foram promovidas em cursos profissionais da região, em escolas secundárias e em universidades.
Destes processos, resultam iniciativas como exposições, instalações, performances e espetáculos em espaços comunitários e culturais dos três concelhos.
O Futurama deste ano começa já hoje, sexta-feira (14), em Beja, com os projetos do programa “Artistas nas Escolas” em destaque.
Para as 11:30 desta manhã, está marcada a inauguração de “Brilha – Impressões e escultura sobre a nossa impressão digital”. Trata-se de uma instalação de Fidel Évora e de alunos da Escola Secundária Diogo de Gouveia.
Às 14:30, é inaugurada a exposição “O que nos sustenta?”, de Francisco Trêpa e dos estudantes da Escola Mário Beirão, que pode ser apreciada no Núcleo Visigótico.
Amanhã, sábado (15), a partir das 16:00, é apresentada a performance “O Mistér(io) do Futebol”, criada pela coreógrafa Sónia Baptista e por jovens do Clube Desportivo de Beja.
Às 17:30, tem início, no Cine-Teatro Pax Julia, o concerto Cantexto, que resulta de uma colaboração entre seis grupos corais dos concelhos de Beja, Serpa, Cuba e Ferreira do Alentejo e durante o qual vão ser interpretados textos de autores como Lídia Jorge, Kalaf Epalanga, Cláudia Lucas Chéu ou Miguel Castro Caldas, musicados por Ana Santos, Celina da Piedade e Paulo Ribeiro.
No fim de semana seguinte, o festival ‘muda-se’ para a Mina de São Domingos. No programa, estão as apresentações, no dia 22 (sábado), de instalações de Adriana Progranó, pelas 14:30, na Praia Fluvial da Tapada Grande, e de Tiago Alexandre e da Universidade Sénior local, pelas 15:30, no Cine-Teatro.
Há também o regresso do concerto Cantexto, pelas 16:30, no Cine-Teatro, com grupos e autores diferentes, como Afonso Cruz, Hélia Correia e José Luís Peixoto. Este espetáculo conta ainda com repetições de outros temas, cantados em diferentes vozes.
O Futurama termina em Alvito. Aí, há uma exposição fotográfica de David Infante com alunos da Escola Profissional local, inaugurada no dia 28 (sexta-feira), pelas 15:00. No dia 29 (sábado), às 11:00, está prevista uma Constelação em forma de encontro informal, na Taberna Papa-Borregos.
Pelas 15:30, realiza-se o último concerto Cantexto, que reúne mais seis grupos corais do Baixo Alentejo e que conta com poemas de Margarida Vale de Gato e Luísa Sobral, entre outros.
O Espaço Futurama, em Beja, apresenta-se como o centro de todo o projeto, sendo “mais do que um local expositivo”. Funciona como “um espaço contínuo de criação”, que acolhe “residências artísticas, encontros de investigação, oficinas e ações com escolas e associações locais”.
Ao longo do festival, este espaço é palco da exposição “Vi uma cobra a voar”, de Maja Escher, que, a partir da poesia popular, invoca uma ligação ancestral entre corpo, terra e palavra. A inauguração desta exposição está marcada para as 16:30 de hoje, sexta-feira (14).
O Festival Futurama – Ecossistema Cultural e Artístico do Baixo Alentejo conta com financiamento da Direção Geral das Artes / Ministério da Cultura, da Fundação Millennium bcp, da Câmara Municipal de Beja e da Câmara Municipal de Mértola. Tem o apoio institucional do Plano Nacional das Artes e da Comissão Nacional da UNESCO e o Alto Patrocínio do Presidente da República.
Fotografia de j.planicie.pt
