O programa regional Alentejo 2030 lançou um novo concurso público que disponibiliza 3,58 milhões de euros para fortalecer a proteção civil e otimizar a gestão de riscos na região. O anúncio foi feito pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, que esclareceu que esta verba se destina a financiar projetos focados na prevenção, monitorização e combate direto aos impactos das alterações climáticas. Através do aviso “Meios materiais para a proteção civil e gestão integrada de riscos (ITI)”, o objetivo principal é tornar o território alentejano mais resiliente e dotar as equipas de socorro de melhores ferramentas para enfrentar fenómenos meteorológicos extremos.
Com uma taxa de cofinanciamento comunitário que pode chegar aos 85%, a iniciativa pretende reduzir as vulnerabilidades locais e aumentar a eficácia operacional das entidades que atuam na segurança pública. O programa foca-se no reforço da capacidade de antecipação, resposta e recuperação face a cenários complexos como os incêndios rurais e outros acidentes graves. Entre as ações elegíveis estão o investimento em novas infraestruturas, a compra de equipamentos de combate a fogos, o desenvolvimento de sistemas de apoio à decisão, e a criação de planos estruturados de gestão de riscos e sistemas de alerta rápido.
Os fundos deste concurso estão acessíveis a uma grande variedade de entidades locais, incluindo câmaras municipais, associações de municípios, serviços municipalizados, corporações de bombeiros profissionais e associações humanitárias de bombeiros voluntários. Para facilitar a submissão de propostas, o calendário de candidaturas foi organizado em 15 fases distintas: o primeiro prazo termina já no dia 30 de outubro de 2026, enquanto as etapas seguintes se estendem até ao final de 2027. Esta medida enquadra-se na Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva 2030, focando-se na modernização material e tecnológica do Alentejo.
Na capa, Ricardo Pinheiro, Presidente da CCDR Alentejo.
