A Federação dos Bombeiros do Distrito de Portalegre ameaça avançar com protestos na região, incluindo a suspensão do transporte de doentes que recebem alta hospitalar, devido à escalada nos preços dos combustíveis e às dificuldades financeiras das corporações. O líder da estrutura regional, Manuel Marçal Lopes, exige uma intervenção governamental mais robusta, alegando que o atual subsídio de 10 cêntimos por litro para o gasóleo profissional cobre apenas metade do valor que as corporações estimavam receber. Adicionalmente, o dirigente denuncia que várias associações locais continuam com pagamentos em atraso relativos aos meses de abril a junho. Embora reconheça o impacto negativo que uma paralisação poderá causar nos utentes, Manuel Marçal Lopes argumenta que criar entraves no sistema de saúde é a única forma de obrigar o Executivo a dar resposta às reivindicações do setor.
Esta tomada de posição surge numa altura em que o Executivo liderado por Luís Montenegro anunciou um pacote financeiro global de 38 milhões de euros para mitigar o encarecimento dos combustíveis até ao final do ano. Contudo, a maior fatia deste montante destina-se ao transporte de mercadorias e pronto-socorros (30 milhões de euros) e ao transporte público rodoviário de passageiros (5 milhões de euros). Às corporações de bombeiros, juntamente com o setor social e os táxis, cabe apenas a divisão dos restantes 3 milhões de euros estipulados no plano do Governo, um valor que a federação distrital considera completamente inadequado face ao agravamento recente da situação financeira das corporações.
