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A CAIXA: E AGORA?

Parece claro que, ao longo dos anos, o senso comum e a responsabilidade social no exercício de funções na Caixa Geral de Depósitos foram características, eufemisticamente imputadas a “ninguém”. Melhor dizendo e já em último grau, ao contribuinte português.

Os erros no banco foram tendo efeitos retroativos e acumulativos, fruto da ingerência nos negócios protagonizados ao longo dos anos. Para que conste, e como um arauto da ruindade das contas do banco, de 2011 a 2015, os prejuízos apresentados atingiram quase os 2 mil milhões de euros.

A OPOSIÇÃO DOS NÚMEROS

Durante a semana passada, assistimos a mais um duro golpe infligido ao Governo. Desta vez, não pelos partidos políticos da oposição, mas sim pela invisibilidade dos números. Ainda que intangíveis na sua morfologia, são os únicos que podem baralhar e incomodar este Governo socialista.

Aquilo que o INE nos transmitiu foi que a economia está parada. Primeiro, a meta do crescimento prometida pelo executivo fica a metade daquilo que tinha sido previsto, tendo em conta uma previsão de 1,8%, contra um resultado real de aproximadamente 1%.

(IR)RESPONSABILIDADE GOVERNATIVA E UM PAÍS A ARDER

Vai-se dizendo por aí, que o poder representa um afrodisíaco delirante, que quem com ele se cruza e convive, perpetua um sentimento incógnito de prepotência: sobre tudo, sobre o social, sobre talvez o mesmo individuo que o exerce. É claro que, tendencialmente, o rejubilado se torna exacerbado, pois com o poder vêm as promessas, e a capacidade de concretizar essas mesmas promessas, dilui-se com as circunstâncias de governação que enfrenta.

AS LIÇÕES DE MORAL DO GOVERNO

Não sou de todo alguém que se socorre da direção espiritual de uma entidade superior e omnipresente, no entanto, admito na condição de ateu, que os exemplos demonstrativos que encontramos na bíblia são um ótimo manual para o nosso dia-a-dia quotidiano.

A JUVENTUDE COMO OPORTUNIDADE E SOLUÇÃO

Nos dias que correm, os países europeus, e muito em particular Portugal, lidam com a inversão da pirâmide etária e o consequente envelhecimento da população, pelo que é necessário e preponderante que as organizações ajustem as suas politicas a esta realidade.

DESIGUALDADES LABORAIS – PÚBLICO E PRIVADO

Muito se tem vindo a falar da questão das 35 horas semanais, proposta aprovada em sede parlamentar pela esquerda, e que revoga aquilo que o anterior executivo, liderado por Passos Coelho, tinha decretado.

INTERIOR, MOBILIDADE SOCIAL E EDUCAÇÃO

Numa altura em que o tema da Educação tem sido uma constante na discussão em praça pública, maioritariamente pela dualidade das manifestações a que temos assistido em torno do apoio à escola pública ou contra os cortes nos contratos de associação, acredito, ultrapassando essa lógica de disputa, que a Educação é acima de tudo um processo de emancipação do indivíduo. Um processo, onde a aquisição de competências e habilidades sociais, tornarão esse mesmo individuo num cidadão com voz e responsabilidades, em concreto, no ambiente onde se insere.

PCP E HISTÓRIA, COISA QUE NÃO COMBINA

Adquirir a auto-perceção, num determinado momento, daquilo que gostamos ou repudiamos, não é de todo um processo fácil, nem tampouco que se tome de ânimo leve. Pior ainda, durante a infância, numa convulsão de informações e emoções que têm que ser assimiladas, quando tudo aquilo que mais desejamos é estar com os amigos e adiar os trabalhos de casa que deveriam ser entregues no dia seguinte.

NOVAS POLÍTICAS, A INCOERÊNCIA DE SEMPRE

Voltemos ao remoto ano de 1977 apenas para que possamos recordar que foi nessa época, num enviesado Dezembro, que um Governo minoritário do PS caiu em votação parlamentar, após ter sido formado em Abril de 1974.

Tal como o contexto atual dita no presente, existiam então protagonistas que garantiam que o mesmo PS era o único partido que não necessitava de negociar uma base maioritária de apoio, porque seria o único capaz de gerar consensos numa mescla ideológica ambivalente.

PARA ALÉM DO “SOL E MAR” – HÁ O INTERIOR ALENTEJANO

Seja de dia, seja de noite, nesta reconhecida e constante dicotomia, esbate-se a linha cruzada do tempo e da sua vastidão nos campos de trigo e papoilas. Fala-se do tempo? - Sim, é certo que se fala nessa noção abstrata inerente à perceção da ocorrência dos acontecimentos, mas que tempo é esse no nosso Alentejo?

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