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Alentejo Litoral

Sines tem plano para salvar a sua “forma de falar” antiga

O Município de Sines conseguiu um apoio financeiro de cerca de 17 mil euros da EDP para criar uma lista digital com todas as expressões antigas da região e que correm o risco de se perder. O "linguajar" típico de Sines está a ser inventariado e listado e vai ser protegido através da sua inclusão num glossário digital e que vai ficar disponível para todos os interessados, até ao final do ano.

O projeto é promovido pelo Arquivo e Biblioteca Municipal de Sines e pretende preservar as memórias locais.

'Mariola' (alguém reguila), 'gandaia' e 'chui' (sinal que andavam no leilão do peixe, durante a lota) e 'lembrisca' (pessoa curiosa que se mete na vida dos outros) são algumas das expressões já identificadas e que foram levadas para o concelho do litoral alentejano, pelas comunidades algarvia, setubalense e cabo-verdiana ou pelos descendentes dos ílhavos, segundo o vice-presidente da autarquia.

A equipa que está a trabalhar no projeto, que tem o apoio científico da Universidade de Évora, tem estado desde o ano passado a "despistar" os termos, de forma a listar apenas o que são particulares à região já que muitas expressões têm um uso comum no país mas em Sines essas mesmas expressões têm significados diferentes. Por exemplo, a palavra impostor significa no português comum um mentiroso. Em Sines significa "Vaidoso". Ou a palavra fonico que em Sines significa alguém que é sovina e que não tem paralelo em nenhuma parte do país.

 

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