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Recursos humanos são o principal desafio da aeronáutica no Alentejo

O grande desafio do desenvolvimento do cluster aeronáutico alentejano será, de acordo com general José Cordeiro, em declarações à DianaFM, o desenvolvimento de recursos humanos para trabalhar no setor.

Na área da aeronáutica, já foram formados em Portugal mais de 2000 quadros técnicos e 300 engenheiros nos últimos 5 anos. No entanto, a indústria estima a necessidade de formar mais 2000 técnicos qualificados e mais 200 engenheiros só nos próximos 3 anos.

O general José Cordeiro é o presidente do cluster da Aeronáutica, Espaço e Defesa, entidade que pretende que sejam apresentadas as ideias ou os desígnios considerados mais relevantes para o futuro setor em Portugal e assim antecipar o desenvolvimento do setor da Aeronáutica, Espaço, Defesa e Segurança.

O volume de volume de negócios do cluster é de cerca de 1,72 mil milhões de euros, dos quais 87% são para exportação.

Em Portugal, este cluster envolve já envolve 56 associados (entre PME’s, organismos públicos, grande indústria e universidades), 3 Comissões Setoriais (Aeronáutica, Espaço e Defesa), emprega 18.500 mil pessoas (60% Industria + 32% Sistemas e TIC + 4% Universidades e I&D) e representa 1,5% do PIB e a a atividade dos envolvidos têm crescido sustentadamente a dois dígitos, prevendo-se que possa atingir os 3% do PIB em 2022. 

A AED Cluster Portugal conta com um vasto conjunto de parceiros institucionais AICEP, ADRAL, FCT, IdD, Governo dos Açores e Portugal IN criou em 2018 a iniciativa Portugal Looks Up, a qual tira partido dos recursos humanos e financeiros das várias entidades e assim garante a participação de uma representação nacional nos mais importantes certames internacionais de promoção dos três setores.

Foi através da ADRAL que cluster da Aeronáutica, Espaço e Defesa chegou às parcerias com três municípios alentejanos Évora, Ponte de Sor e Beja.

Nas declarações à rádio eborense, o general José Cordeiro revelou ainda que existe interesse de diversas empresas – sobretudo francesas – em expandirem as suas operações em Évora.

 

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Imagem de cadizeconomic.com

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