A Associação Proteger Grândola acusa, num comunicado publicado na sua página de Facebook, a Câmara Municipal de Grândola de alterar o Plano Diretor Municipal (PDM) para “acomodar” as “decisões negligentes” que levaram a um não controlo da intensidade turística do concelho, e de emitir licenças “além do previsto”.
Segundo a associação, existem, atualmente, 15.431 camas, entre efetivas e cativas, “ultrapassando o limite estipulado no PDMG vigente”, de 14.915 camas. “Para ultrapassar essa irregularidade, a Câmara propõe buscar 2.859 camas adicionais nos concelhos vizinhos, elevando o limite em 20% para as 17.153 camas, em lugar de o reduzir, como seria natural, devido à diminuição da população no concelho”, refere a mesma fonte.
Contudo, a entidade alerta que “nem mesmo este aumento é suficiente para resolver os processos pendentes e os compromissos já assumidos” pela autarquia.
Além disso, a associação acusa o município que excluir das contagens “as 12.106 camas programadas de megaprojetos anteriores ao PROTA, que prosseguem sem restrições, mesmo em áreas de elevada pressão turística, como se tais projetos não gerassem quaisquer impactos ambientais”.
Para a Proteger Grândola, a alteração em curso do PDM “não dá resposta aos objetivos enunciados” pela autarquia, abrindo, antes, caminho para “cerca de 30 mil camas turísticas”, “mais do dobro da população residente e muito além de qualquer parâmetro de turismo sustentável”.
Fotografia de evasoes.pt
