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Alentejo Litoral

Produção de frutos vermelhos no Alentejo ameaçada pelo Brexit

Os produtores de frutos vermelhos estão a tentar encontrar soluções para o impacto da saída do Reino Unido da União Europeia, que passam por diversificar mercados de escoamento dos produtos.

Barreiras alfândegárias e desvalorização do euro face à libra são os dois maiores problemas que preocupam os produtores, segundo Luís Pinheiro, presidente da LusoMorango, com produções no Alentejo e Algarve que em 2018 atingiram 10 mil toneladas, 70% delas absorvidas pelo Reino Unido e pela Alemanha.

De acordo com este empresário a estratégia adoptada pelos 42 produtores que integram a empresa é a de reforçarem a sua posição em França e na Alemanha, como declarou hoje à Agência Lusa, e espera saltar de 54,5 milhões de euros de faturação para os 57 milhões em 2019. A Lusomorango representa 37,6% dos 117 milhões de euros que Portugal exportou em 2016 em pequenos frutos. Têm plantações em Odemira, Almeirim e Algarve, onde produzem framboesas (390 hectares), mirtilos (82 hectares) e amoras (26 hectares).

A saída do Reino Unido da União Europeia está marcada para março de 2019, três anos após o referendo que teve 52% dos britânicos a votarem a favor do ‘Brexit’.

 

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