Um grave despiste de um autocarro da Rede Expressos na Estrada Nacional 260, junto a Baleizão, no distrito de Beja, provocou uma vítima mortal e sete feridos. O acidente, cujo alerta foi dado às 08h35, envolveu uma viatura que tinha partido de Vila Verde de Ficalho com destino a Lisboa e que transportava seis passageiros. A vítima mortal é o motorista do veículo, um homem com cerca de 50 anos e com mais de um quarto de século de serviço na empresa, que terá sofrido uma doença súbita antes de perder o controlo do autocarro e tombar na berma da estrada, sem que outras viaturas estivessem envolvidas. Apesar das manobras de reanimação efetuadas pelas equipas de emergência no local, o óbito acabou por ser declarado.
Entre os passageiros, registaram-se dois feridos graves — um casal de idosos com sensivelmente 70 anos — que sofreram amputações severas e foram classificados como vítimas críticas, sendo imediatamente transportados para o Hospital de Beja. Os restantes quatro ocupantes sofreram apenas ferimentos ligeiros. A Rede Expressos já recorreu às redes sociais para lamentar publicamente o falecimento do seu colaborador e expressar total solidariedade e apoio aos familiares e aos passageiros afetados.
O trágico acontecimento motivou reações imediatas das mais altas instâncias políticas do país. O Presidente da República, António José Seguro, manifestou uma profunda consternação, endereçando condolências à família do motorista, desejos de rápida recuperação aos feridos e um forte louvor aos operacionais da Proteção Civil e ao espírito de entreajuda dos portugueses. [0] Também o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, e o Secretário-Geral do PS, José Luís Carneiro, utilizaram os canais oficiais para transmitir o seu pesar e agradecer a pronta intervenção de todas as forças de segurança, bombeiros e profissionais de saúde.
As operações de socorro mobilizaram inicialmente mais de 60 profissionais, apoiados por 11 viaturas e um meio aéreo. Após o corte total da via e a subsequente limpeza do asfalto, a circulação rodoviária passou a fazer-se de forma alternada e condicionada ao quilómetro 16 da EN260, enquanto se aguarda a retirada definitiva do autocarro. As causas exatas do sinistro estão agora a ser apuradas pelo Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação (NIVAC) da GNR.
