Os autarcas do Alto Alentejo uniram-se no tribunal para defender a urgência da Barragem do Pisão, sublinhando que o projeto é vital para combater a seca e impulsionar a economia regional. Num comunicado recente, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Alentejo destacou a forte mobilização dos habitantes da aldeia do Pisão, que fizeram questão de assistir presencialmente à audiência. Durante a sessão, foram ouvidos os presidentes das câmaras municipais do Crato — concelho onde nascerá a infraestrutura —, de Alter do Chão, de Portalegre e de Fronteira. Os líderes locais recordaram que a obra reúne consenso unânime entre os 15 municípios da região desde 2018, uma estabilidade política que se manteve inalterada apesar das sucessivas mudanças partidárias ao longo dos anos.
Esta audiência marcou o início das sessões destinadas a corrigir as falhas formais que tinham sido identificadas por instâncias judiciais superiores, na sequência de ações interpostas por organizações ambientalistas que contestam a Declaração de Impacte Ambiental emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Com a conclusão desta fase de audições, o caso ficou nas mãos do juiz titular, a quem caberá deliberar sobre a validade da licença ambiental e decidir se os trabalhos no terreno podem ser retomados. Confiante no suporte financeiro e no prazo garantido pelo Governo até 2030, a CIM do Alto Alentejo assegura aguardar o veredicto com total tranquilidade, reafirmando estar preparada para avançar com aquela que considera ser a infraestrutura mais relevante de sempre para o futuro da região.
