30 Outubro 2018      18:01

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Odemira apostada em construir uma nova comunidade que inclua os imigrantes

Odemira tem uma agenda para a questão dos migrantes e recentemente apresentou um novo plano para a sua integração, sendo que estes representam já cerca de 19% da população do concelho alentejano e estão a contribuir para o combate ao despovoamento na região.

Os migrantes representam ali 68 nacionalidades, predominando os tailandeses, nepaleses, indianos e búlgaros e, de acordo com dados do SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no distrito de Beja, em 2017, estavam registados 8.497 migrantes legalizados, com título de residência; 58 por cento deles trabalhavam e residiam no concelho de Odemira devido à existência de várias empresas agrícolas na região e que são as principais empregadoras.

De maneira a integrar os migrantes, logo em 2015 a autarquia de Odemira lançou um plano pioneiro no Alentejo e que junta entidades públicas, empresas, organizações não governamentais e representantes de migrantes de modo a que, em articulação, seja permitido dar uma resposta adequada às necessidades dos migrantes e que responda aos desequilíbrios que se existiam na região.

O foco desta segunda parte do plano da autarquia de Odemira – em prática até agosto de 2020 - está relacionado com a capacitação dos funcionários públicos no atendimento aos migrantes, no reforço das relações com a comunidade local e no reagrupamento familiar e conta com 13 áreas de intervenção e com 32 medidas dirigidas à população migrante e comunidade local, envolvendo 41 entidades.

E no próximo dia 3 de novembro vai celebrar o Dia da Interculturalidade, no âmbito do Odemira Integra+ – Plano Municipal para a Integração dos Imigrantes com cultura e gastronomia de quatro continentes.

A partir das 12.30 horas, será servido um Almoço Multicultural, aberto a toda a população, com os resultados dos conhecimentos adquiridos pelos alunos do Curso de Cozinha da Escola Profissional de Odemira (EPO) nos workshops dinamizados por cidadãos migrantes sobre a gastronomia típica dos seus países de origem (Brasil, Nepal e Cabo Verde), com a presença dos “chefs migrantes” e do chef da EPO.

A Tarde Multicultural contará com a apresentação do livro “Mundos no País da Maravilha”, através de performance teatral.  A obra reúne histórias contadas por pessoas de diferentes partes do mundo a residir no concelho de Odemira, num projeto promovido pela ADMIRA e financiado pela Maravilha Farms.

Pela tarde fora, haverá Sons de Cabo Verde através de um grupo de reclusas do Estabelecimento Prisional de Odemira, a atuação do Grupo Coral de Odemira, Danças do Nepal. A tarde encerrará com as atuações do acordeonista Alexandre Rosa e Ana Clara Martins, com os Sons do Brasil, ambos alunos da EPO.

Em comunicado o município esclarece que pretende "promover o convívio entre cidadãos migrantes e a comunidade local, com a troca de experiências e a partilha de saberes, fomentando o salutar contacto entre diferentes culturas e sensibilizar para riqueza da Interculturalidade".

Imagem de capa de choosebrisbane.com

 

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