28 Maio 2018      11:32

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O Socialismo que o País precisa

No rescaldo do Congresso do Partido Socialista que decorreu este fim-de-semana na Batalha muitos foram os receios de se assistir a mais um desfile de elogios pelo trabalho desenvolvido, algo que sucede em todos os Congressos, independentemente da cor política.

No entanto, vozes não dissonantes mas construtivas fizeram-se ouvir e, mais que tudo, puseram os militantes a pensar no socialismo que o País precisa.

Intervenções como a do Secretário-Geral da Juventude Socialista Ivan Gonçalves que pôs o dedo na ferida e veio falar da discrepância de salários entre gestores e funcionários da mesma empresa (que ultrapassam os quarenta por cento).

Intervenções como a de Manuel Alegre que veio pedir de forma clara e sem medos a maioria absoluta e que alertou para a necessidade de manter o acordo com os Partidos da Esquerda parlamentar.

Para além destas intervenções, de todas as que ouvi, aquela que quero aqui destacar é a de Pedro Nuno Santos, que, ainda antes de intervir respondeu a mais uma das imensas provocações dos jornalistas e disse que para poder falar de casos como os de Manuel Pinho e de Sócrates, teria que falar também dos submarinos e do BPN, deixando a jornalista sem resposta.

Pedro Nuno Santos, no estilo que desde sempre nos habituou, veio falar não só do que está bem, mas principalmente do que precisa ser mudado ou reafirmado.

Falou claramente dos trabalhadores das empresas que todos os dias dão o seu melhor e continuam a ganhar mal!

Falou da necessidade de manter um Estado Social interventivo e que sirva todos os portugueses e não esqueça aqueles que estiveram na base do Partido Socialista “os trabalhadores, as pessoas com menos possibilidades económicas”.

Falou da necessidade de continuar a investir no Serviço Nacional de Saúde criado pelo PS e contra o qual PSD e CDS votaram contra.

Falou por fim da necessidade de manter a convergência entre as esquerdas, reiterando a necessidade de continuar a virar o Partido para aqueles que o fizeram nascer e que continuam a ser os que mais precisam dele.

Como afirmou Pedro Nuno Santos na sua intervenção que levantou o congresso e que nos fez ver por onde passará o futuro do PS: " Isto não é populismo. Isto não é radicalismo. Isto é ser Socialista".

 
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