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Ciência

Laboratório da Água da Universidade de Évora renova e alarga acreditação

O Laboratório da Água da Universidade de Évora (LAUE) viu renovada e alargada a sua acreditação, reforçando o seu posicionamento técnico nas áreas da saúde pública e da sustentabilidade ambiental. A extensão do âmbito reconhecido representa um passo adicional na consolidação do sistema de gestão da qualidade da unidade, com impacto direto na capacidade de resposta às exigências legais e regulamentares.

Vocacionado para a realização de colheitas de amostras e ensaios laboratoriais — físico-químicos, microbiológicos, biológicos e hidromorfológicos — o LAUE desenvolve também estudos e pareceres na área ambiental, articulados com a investigação científica produzida na instituição. A responsável do laboratório, Manuela Morais, destaca o contributo da unidade no desenvolvimento de novas metodologias de análise da água e dos ecossistemas associados, bem como na colaboração com empresas e entidades nacionais e internacionais, além do apoio prestado à população regional na avaliação da qualidade da água para diferentes usos.

A responsável da qualidade, Ana Saúde, sublinha que a acreditação constitui um reconhecimento internacional do rigor técnico do laboratório, assente num sistema de gestão da qualidade orientado para a melhoria contínua. A renovação anual, agora acompanhada da extensão do âmbito, permite ampliar o leque de ensaios acreditados e reforçar a confiança nos resultados produzidos.

Entre os novos ensaios acreditados incluem-se parâmetros previstos no regime jurídico da qualidade da água destinada ao consumo humano, estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 69/2023, bem como no âmbito da Lei n.º 52/2018, relativa à prevenção e controlo da Doença dos Legionários. Passam a integrar o conjunto de ensaios acreditados análises de parâmetros organoléticos, como cheiro e sabor, e físico-químicos, como turvação e amónio, permitindo ao LAUE responder autonomamente aos requisitos do Controlo de Rotina 2 previstos no Programa de Controlo da Qualidade da Água das entidades gestoras.

Assume particular relevância a acreditação dos ensaios e da colheita de amostras para deteção de Legionella, num contexto em que a prevenção desta bactéria constitui uma prioridade de saúde pública. A Doença dos Legionários integra a lista de doenças de declaração obrigatória desde 1999, sendo exigido que os ensaios laboratoriais sejam realizados por laboratórios acreditados pelo IPAC ou entidade homóloga. Com este reconhecimento, os resultados do LAUE passam a ser aceites pelas autoridades competentes, designadamente a ERSAR e a Direção-Geral da Saúde, reforçando a capacidade técnica instalada na região e a autonomia das entidades gestoras no cumprimento das suas obrigações legais.

 

Imagem de uevora.pt

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