A GNR deteve na quinta-feira dois homens e uma mulher por permanência ilegal em território nacional, no concelho de Elvas, distrito de Portalegre. A informação foi divulgada este sábado, 7 de novembro, em comunicado da Guarda. As detenções foram efectuadas pelo Posto de Guarda de Fronteira de Elvas e pelo Núcleo de Fiscalização Territorial de Imigração de Santarém, ambos da Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras, no decurso de uma acção de fiscalização. Os três detidos, com idades entre os 26 e os 45 anos, residem em Espanha e trabalhavam na apanha da azeitona numa herdade do concelho. No decorrer da operação, a GNR levantou ainda um auto de notícia por suspeita do crime de angariação de mão de obra ilegal contra a empresa que tinha contratado 18 trabalhadores, entre os quais os três detidos. O comunicado não identifica a empresa nem a herdade, e não esclarece a situação dos restantes 15 trabalhadores.
Os detidos ficaram nas instalações da GNR e foram presentes ao Tribunal de Elvas na sexta-feira para primeiro interrogatório judicial, sem que o comunicado refira a medida de coacção aplicada. No âmbito da investigação, foi solicitada cooperação internacional através do Centro de Cooperação Policial e Aduaneira do Caya–Elvas para apurar a situação dos três em território espanhol, tendo a informação obtida sido considerada pela GNR “relevante para o desenvolvimento da operação e para o apuramento dos factos”.
A apanha da azeitona decorre nesta época do ano e depende muito de trabalho sazonal, num distrito junto à fronteira com Espanha onde a circulação de trabalhadores entre os dois países é frequente. O caso levanta uma questão que vai além dos três detidos: os trabalhadores sazonais, sobretudo os que não têm situação regularizada, encontram-se numa posição de particular fragilidade, e a investigação por angariação de mão de obra ilegal incide sobre quem os contrata e organiza. Só o desenvolvimento do processo dirá se se confirma a suspeita contra a empresa.
