Os habitantes do Pisão que optaram por uma habitação na futura Nova Aldeia começaram a ser recebidos presencialmente esta semana, entre 4 e 6 de novembro, no âmbito do processo de reinstalação da população afetada pelo projeto da Barragem do Pisão, no concelho do Crato.
Os atendimentos contaram com a participação de técnicos da NRV – Norvia, empresa responsável pelo projeto da nova aldeia, e do Gabinete Pluridisciplinar, que integra técnicos da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) e do Município do Crato.
A iniciativa permitiu aos futuros moradores esclarecer dúvidas sobre o processo e analisar as características e tipologias propostas para as novas parcelas, procurando validar as soluções previstas para cada agregado familiar.
Na sexta-feira, a Comissão de Acompanhamento e Reinstalação da Nova Aldeia do Pisão (CARNAP) reuniu no antigo salão da Junta de Freguesia do Pisão. Durante o encontro, Joaquim Diogo, presidente do Conselho Intermunicipal da CIMAA, apresentou um ponto de situação sobre o projeto da Barragem do Pisão.
Um dos temas em destaque foi a audiência relativa ao levantamento do embargo às obras, que continua a decorrer no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco.
Joaquim Diogo destacou a presença de habitantes do Pisão no primeiro dia de audiências e a intenção manifestada por vários moradores de acompanharem também as sessões seguintes. O responsável considerou que essa participação demonstra o interesse da população no futuro do projeto.
O presidente do Conselho Intermunicipal reiterou ainda a posição favorável dos municípios do Alto Alentejo à construção da barragem, considerando-a importante para o desenvolvimento da região e para responder às necessidades da população.
A CIMAA afirmou respeitar as decisões das instâncias judiciais, mas sublinhou que pretende transmitir aos responsáveis pela apreciação da providência cautelar uma posição que considera coesa e clara em defesa do projeto.
Imagem de nrv-norvia.com
