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Educação

IPBeja duplica número de camas para estudantes

O Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) prevê mais do que duplicar o número de camas para estudantes com a entrada em funcionamento de uma nova residência, no ano letivo de 2025/2026.

Em declarações à agência Lusa, a presidente do IPBeja, Maria de Fátima Carvalho, indicou que a futura residência, com capacidade para 503 camas, vai juntar-se às outras seis da instituição, que atualmente disponibilizam cerca de 400.

“Com a nova residência e mais estas seis poderemos ficar com cerca de 900 camas”, salientou a responsável.

O IPBeja e a empresa que venceu o concurso público assinaram, na passada terça-feira, o contrato para a construção da nova residência, que representa um investimento de 16,5 milhões de euros, com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Segundo a instituição, o edifício do futuro alojamento para estudantes, com prazo de construção de um ano e cinco meses, vai ser construído no Campus do IPBeja, junto da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG).

Maria de Fátima Carvalho referiu ainda que o projeto da nova residência se insere no objetivo de “capacitar a instituição para poder atrair estudantes”. Para a presidente, “oferecer alojamento a custo reduzido será uma forma de captar estudantes para a nossa instituição, dando igualmente condições condignas de habitabilidade e qualidade de vida na nossa cidade”.

A presidente do IPBeja disse ainda que as regras do PRR determinam que as instituições apoiadas “cobrem preços de 70 e 90 euros por quarto”, comparando este valor com os atuais “300 euros que são cobrados na cidade” por particulares.

“O edifício foi pensado para estudantes e terá todas as comodidades e valências que uma comunidade estudantil precisa”, assinalou, precisando que o edifício disponibilizará tipologias de “quartos duplos, quartos individuais e pequenos estúdios”.

De acordo com a responsável, o IPBeja dispõe de duas residências situadas junto ao edifício da instituição que “vão continuar a funcionar” e que podem ser adaptadas às necessidades, nomeadamente para acolher professores e investigadores.

As obras de construção da residência, indicou, deverão arrancar no final deste ano ou início de 2024 e, “se forem cumpridos os prazos”, a empreitada estará concluída no final do ano letivo 2024/2025.

 

Fotografia de vozdaplanicie.pt

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