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Negócios e Empresas

Ingleses interessados na Fábrica Solar de Moura

A garantia é dada pelo Deputado do PS eleito por Beja, Pedro do Carmo, e pelo Presidente do Município de Moura, Álvaro Azedo, que defendem estar a procurar "encontrar eventuais interessados em retomar o funcionamento de um dos pilares da economia local e do emprego no concelho de Moura".

Recorde-se que o fecho anunciado de uma fábrica de painéis solares deixa 105 desempregados. A fábrica MFS – Moura Fábrica Solar, da empresa espanhola ACCIONA – após um investimento de 10 milhões de euros – era o maior empregador privado do concelho e fecha por, segundo fonte da empresa, já não ter viabilidade económica devido ao abandono do parceiro chinês que decidiu transferir a sua produção para fábricas na Ásia após a decisão da União Europeia em eliminar as tarifas sobre a importação de painéis da China.

O concelho de Moura apresenta uma taxa elevada de desemprego e, para o autarca local Álvaro Azedo, este encerramento representa uma grave perda para o município sendo que a fábrica esteve aberta durante os dez anos contratualizados com o Estado e com a autarquia, em contrapartida do projeto de construção da Central Solar Fotovoltaica de Amareleja e que trouxe para o concelho, mais concretamente para a Amareleja, aquela que em 2008 era maior central solar do mundo, e que representou um investimento de 237,6 milhões de euros.

Em comunicado Pedro do Carmo defende que "na sequência dos contactos estabelecidos, após o encerramento da laboração da MFS – Moura Fábrica Solar e dos seus impactos para as famílias e a economia local, está confirmado o interesse de uma empresa internacional de produção de componentes na área da energia para analisar as instalações da fábrica de Moura de painel solar, na perspetiva de poder instalar uma unidade de produção de sistemas de baterias em Moura e em Portugal".

A realização de uma reunião de trabalho com o Presidente da Câmara Municipal e com o Deputado e a visita às instalações da fábrica realizar-se-ão nos dias 7 ou 8 de março, dependendo a fixação da data em concreto ainda de questões de agenda dos investidores.

Ainda hoje Catarina Martins, do BE, defendeu uma "intervenção pública direta", para evitar o fecho da fábrica em Moura.

 

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