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Hidrogénio verde em Sines passa a ter 2,800 M€ de investimento

O consórcio internacional MadoquaPower2X acaba de anunciar o aumento de investimento para 2,8 mil milhões de euros para as unidades de produção de Hidrogénio e Amoníaco Verdes na zona industrial de Sines.

Em comunicado, o consórcio português, dinamarquês e neerlandês, liderado pela empresa Madoqua Renewables, refere que o projeto MP2X, apresentado publicamente a 22 de abril de 2022, terá um acréscimo de 1500 milhões para a segunda fase, “aos já anunciados publicamente 1300 milhões para implementar a primeira fase do projeto”.

Neste sentido, o projeto torna-se “o maior da Europa, ultrapassando a capacidade de 1GW de produção de hidrogénio verde”, acrescenta a mesma fonte.

“O MP2X irá promover a cadeia de valor circular, baixar as emissões de CO2, diminuir a dependência de combustíveis fósseis, nomeadamente, reduzindo a importação de gás natural, potenciando de forma muito significativa o cumprimento dos objetivos nacionais e europeus, apresentados nas estratégias nacional (PNEC 2030) e europeia (REPowerEU) para a descarbonização da economia e na estratégia nacional para o Hidrogénio (EN-H2)”, adianta ainda a empresa.

Além disso, a produção destes vetores energéticos verdes “irá gerar crescimento sustentável económico para Portugal”, sendo uma “atividade classificada como ‘sustentável’ de acordo com a mais recente taxonomia da União Europeia”.

Este investimento irá ainda criar 265 postos de trabalho permanentes altamente qualificados e 6 000 postos de trabalho indiretos estabelecidos através de parcerias locais e com a academia a partir de 2025.

Note-se que o projeto inicial previa utilizar 560 MVA para produzir anualmente 50 000 toneladas de hidrogénio e 300 000 toneladas de amoníaco verdes, usando energia elétrica renovável. Agora, com o avanço desta segunda fase, o projeto utilizará uma ligação elétrica de 1400 MVA para produzir um total de 150 000 toneladas de hidrogénio e mais de 1 milhão de toneladas de amoníaco verdes anualmente.

O MP2X prevê igualmente a construção e operação dos parques solares e eólicos que produzirão a energia renovável dedicada à unidade industrial em Sines, “a implementar em zonas do interior, desconcentradas, e dispersas no território português”.

 

Fotografia de dinheirovivo.pt

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