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Música

Festival Músicas do Mundo ganha mais um dia no próximo ano

O próximo Festival Músicas do Mundo (FMM) vai decorrer entre 18 e 26 de julho de 2025, ganhando mais um dia na sua 25.ª edição, depois de este ano conseguir lotação esgotada no sábado e na sexta-feira.

De acordo com a Lusa, o anúncio foi feito por Nuno Mascarenhas, presidente da Câmara de Sines, que organiza anualmente o FMM.

Segundo o autarca, o balanço da 24.ª edição do FMM foi “positivo”, apesar de ter sido registada uma afluência “ligeiramente inferior” ao ano passado na quarta e quinta-feira, provavelmente devido à subida no preço das entradas para os concertos pagos que decorrem no Castelo de Sines.

Nuno Mascarenhas justificou a subida no preço dos bilhetes com o aumento do custo dos serviços que a autarquia tem que contratar para realizar o festival, sublinhando, no entanto, a importância do festival para a economia local.

Contudo, o número de bilhetes vendidos para sexta-feira e para sábado foi superior ao de 2023 e as entradas até “esgotaram mais cedo do que é habitual”.

“A inflação tem tido aqui um papel preponderante no aumento de todos os serviços, dos bens elementares e, para nós, obviamente que isso tem que se repercutir naquilo que são as receitas do festival”, reconheceu.

“Tivemos um aumento significativo de custos com este festival, o que, obviamente, tem consequências a nível das despesas, mas também não nos podemos esquecer que este é um festival que tem cerca de 70% dos concertos grátis”, lembrou, referindo-se aos concertos que decorrem no Pátio das Artes e no palco junto à praia.

O “aumento ligeiro” foi a opção “para que o festival continue a ser sustentável”, frisou o autarca, reconhecendo que os visitantes têm de despender custos elevados com alojamento e alimentação.

“É algo que não controlamos, mas naturalmente compreendemos e no próximo ano não iremos aumentar os custos com os bilhetes”, garantiu.

Quanto às críticas feitas ao parque de campismo, que voltou a mudar de localização, mais afastada, o autarca recordou que se trata de “um festival que se realiza dentro de uma cidade e, como tal, tem as limitações que o espaço público naturalmente tem”.

“Tivemos que encontrar soluções alternativas para acolher os festivaleiros e o parque que criámos junto ao pavilhão multiusos tem uma dimensão suficiente, permite ter autocaravanas, ter carros, ter tendas”, assinalou, acrescentando que foi disponibilizado transporte. Mas, vincou, há sempre algo “a melhorar”.

Note-se que o FMM assinala 25 anos para o ano e a autarquia promete uma “edição especial”, avançando que o festival vai ganhar um dia extra (começará a uma sexta-feira) em Porto Covo (onde começa, antes de se mudar para Sines).

“Estamos a pensar em várias soluções, várias propostas. Obviamente, não queria ainda desvendar, mas será um momento marcante, uma vez que estamos a falar de um festival que ao longo destas 24 edições tem trazido milhares de artistas de várias partes do mundo a esta região”, constatou Nuno Mascarenhas.

 

Fotografia de jn.pt

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