Estão a decorrer, desde novembro do ano passado, as obras da Variante Nascente a Évora do IP2, num investimento de 54,9 milhões de euros com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Segundo a agência Lusa, Carlos Pinto de Sá, presidente da Câmara Municipal de Évora, visitou as obras na semana passada, afirmando que a empreitada é uma “obra estrutural” que vai melhorar as ligações rodoviárias na região e retirar trânsito da cidade.
O autarca salientou ainda que a variante é “uma aspiração velha de Évora e do Alentejo”, porque “resolve uma parte do problema da mobilidade e retira trânsito” da cidade.
A futura variante ligará o Nó de Évora Nascente da Autoestrada 6 (A6) à Estrada Nacional 18 (EN18).
“A obra, em princípio, estará concluída em abril do próximo ano, antes [do início] da Capital Europeia da Cultura [que decorre em 2027], o que permitirá também, desse ponto de vista, melhorar as acessibilidades a Évora”, assinalou Pinto de Sá.
Com o IP2 a atravessar atualmente o centro da cidade, referiu, Évora é “palco” para passagem permanente “de centenas de carros pesados, talvez milhares, por dia”. Mas, entre pesados e ligeiros, haverá, “no mínimo, 11 mil, 12 mil, 13 mil viaturas” a atravessarem a cidade, sublinhou.
Portanto, com a variante, “uma boa parte deste tráfego será retirada, em particular o tráfego pesado, o que será melhor até para as próprias empresas que usam carros pesados de mercadorias, mas também para os carros ligeiros”.
Com conclusão prevista para abril de 2026, a Variante Nascente a Évora do IP2, cuja empreitada conta atualmente com 300 trabalhadores, terá quase 13 quilómetros de extensão e perfil de autoestrada.
Ao longo do traçado da futura variante, de acordo com a IP, serão construídas três interligação com a rede viária existente e ainda oito passagens superiores, duas delas sobre linhas ferroviárias. A construção desta variante foi retomada no final de 2024, depois de ter sido suspensa em 2011, devido à crise.
Fotografia de facebook.com
