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Alentejo Central

ÉVORA REJEITA REATIVAÇÃO DO RAMAL DE ESTREMOZ

Partidos Políticos, município, Associações Empresariais, Movimentos de Cidadãos e moradores rejeitam a reativação do ramal de Estremoz para o atravessamento ferroviário de comboios de mercadorias na cidade de Évora e exigem ao Governo um traçado alternativo. É assim que o Movimento de Cidadãos Évora Unida, expõe em comunicado chegado à nossa redacção em reação ao que chamam de falta de informação dos últimos meses sobre a travessia da cidade de Évora pela linha férrea que ligará o litoral português à fronteira Caia/ Badajoz.

O que é certo é que após um pedido para que o assunto fosse debatido em Assembleia Municipal por parte deste movimento, a reunião acabou por acontecer no final da semana passada, onde estiveram presentes representantes do Governo, a Infraestruturas de Portugal, SA (IP), a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Câmara Municipal de Évora, dos Partidos Políticos com assento na Assembleia, os Movimentos de Cidadãos que têm contestado o traçado e algumas associações empresariais.

Na reunião foram fundamentadas as objeções ao traçado proposto pela IP, o qual pretende reativar o ramal de Estremoz e que passa nas proximidades de zonas residenciais da cidade. No entender do movimento de cidadãos a proposta em cima da mesa vai dividir a cidade e piorar a qualidade de vida e a segurança da população e comprometer a sua mobilidade.

Segundo ainda o mesmo comunicado, "a manter-se este traçado, os benefícios para o desenvolvimento de Évora serão nulos e apenas traz riscos e menor qualidade de vida para a população, pois como o projeto está concebido ficaremos inevitavelmente a ver passar os comboios."

Nestes termos, as posições dos vários intervenientes na audição apelaram à suspensão do projeto em curso entre Évora e Évora-norte e à realização imediata de um Estudo Prévio sobre traçados alternativos nas proximidades de Évora e em variante, conforme tem sido defendido pela Autarquia e pelos agentes locais.

Para o Movimento de Cidadãos Évora Unida "o consenso verificado nesta Audição será traduzido numa posição firme dos órgãos autárquicos perante o Governo em prol dos interesses dos Eborenses".

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