A CP está a substituir comboios Intercidades por composições Regionais (UTE 2240) na ligação Lisboa-Évora devido à falta de material circulante, gerando críticas pelo menor conforto. A medida visa evitar a supressão de serviços, desmentindo a CP que a troca se deva a temperaturas extremas.
A degradação do serviço ferroviário no Alentejo tem gerado fortes protestos devido a supressões diárias e avarias constantes no material circulante que serve sobretudo a Linha do Alentejo. Os passageiros do troço Casa Branca–Beja enfrentam atrasos graves causados pela obsolescência extrema das velhas automotoras a diesel, tendo já sido relatados incidentes inadmissíveis, como a queda de baterias em pleno percurso e falhas crónicas no ar condicionado durante as temperaturas extremas do verão alentejano. A Comissão de Utentes em Defesa da Linha do Alentejo critica duramente o abandono a que a região foi votada, exigindo soluções imediatas para garantir a dignidade mínima nas deslocações da população.
A tutela reconhece as graves perturbações e justifica a falta de comboios de substituição com constrangimentos logísticos nacionais. Segundo o Ministério das Infraestruturas, os atrasos na certificação da eletrificação da Linha do Algarve impedem a libertação de automotoras modernas a diesel que deveriam ser imediatamente reafetadas ao reforço do serviço de Beja. Esta escassez estrutural de comboios arrasta-se no tempo, deixando os utentes dependentes de um material circulante desgastado e sem alternativas fiáveis até que as prometidas obras de modernização avancem no terreno.
