A Câmara Municipal de Évora aprovou, na reunião realizada a 30 de abril, o arranque do procedimento para a eventual implementação de um sistema de videovigilância no centro histórico da cidade. A proposta, apresentada pelo PSD, recolheu votos favoráveis da maioria PS, dos sociais-democratas e do Chega, tendo o eleito da CDU votado contra.
O documento agora aprovado determina o início formal do processo, incluindo a revisão do estudo previamente elaborado pela PSP e a atualização do respetivo orçamento. Está igualmente prevista a tramitação administrativa junto do Ministério da Administração Interna, bem como a celebração de um protocolo entre o município e a PSP para a instalação, utilização e manutenção do sistema.
O presidente da autarquia, Carlos Zorrinho, manifestou-se favorável à medida, sublinhando que a videovigilância deverá funcionar como complemento ao policiamento de proximidade, não substituindo a presença das forças de segurança no terreno.
A proposta contempla ainda a possibilidade de desenvolver outras diligências administrativas consideradas necessárias para concretizar o projeto. Segundo o PSD, a implementação destes sistemas tem vindo a generalizar-se no país, existindo já várias cidades e vilas com soluções semelhantes em funcionamento.
De acordo com o estudo do Comando de Évora da PSP, a instalação poderá abranger até 16 câmaras no centro histórico, bem como a criação de um centro de comando e controlo operacional. Os sociais-democratas indicam ainda que entidades locais auscultadas se mostraram favoráveis à medida.
Recorde-se que, em março de 2025, uma proposta semelhante acabou por não avançar, após empate na votação e decisão contrária através do voto de qualidade do então presidente, Carlos Pinto de Sá. Com a atual composição do executivo municipal, resultante das eleições autárquicas de 2025, o processo é agora retomado.
