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Música

Évora: Alentejano Daniel Catarino vai atuar no Capote Fest

O artista Daniel Catarino, natural de Mora e antigo estudante da Universidade de Évora que se encontra a residir no Porto, vai atuar, a 12 de maio, no Capote Fest, em Évora, onde vai apresentar o seu disco Megafauna.

Depois de dar a conhecer o lado biográfico e irónico deste disco, através do single “Berço de Ouro”, Daniel Catarino apresenta os “territórios mais sombrios do rock”, com o single “Fado do Caixão”, “onde a crueldade humana para com as outras espécies parece não ter limites”, pode ler-se em comunicado.

O tema “Fado do Caixão”, durante o qual o baixo, a bateria e a guitarra “criam tensão sob um negrume de sussurros em crescendo, que explodem no choro de um slide a deslizar pelas cordas”, já se encontra disponível nas plataformas digitais e conta também com um videoclip realizado pelo músico.

No Megafauna, primeiro disco da Trilogia Bioma, o artista propõe-se “a ligar metaforicamente as diferentes formas de vida com as especificidades humanas, a explorar a relação tóxica entre humanos e as outras formas de vida do planeta”.

O lançamento deste trabalho musical surge dois anos após o EP Isolamento Voluntário? e quatro anos depois do LP Sangue Quente Sangue Frio.

Apresentando-se em power trio desde 2018, o formato conta com a sua sonoridade impressa num novo registo, “com mais rock para reforçar a acutilância das palavras”.

Neste novo trabalho, Daniel Catarino faz referência a “dúvidas existenciais”, sem propor respostas, e interroga-se “sobre quem se acha no direito de ter certezas”.

Todos os temas que o compõem têm um propósito, que tanto pode ser retratar “os humanos pela forma como tratam os animais e os seus habitats, entre porcos a que só é reconhecido valor pelo sabor dos seus cadáveres, repastos de peixes em extinção, cães e gatos maltratados, e um tubarão que chora plástico”, como abordar “a política social na era das opiniões debitadas em instrumentos de plástico” ou criticar a precariedade artística, com “lágrimas de raiva e uivos de ironia” por este mundo não ser aquele com o qual se sonhou, havendo ainda lugar a “desabafos pessoais”, através da narração de “hipóteses perdidas, arrependimentos mal resolvidos” e do “amor enquanto força (des)motivadora”.

Com canções “despretensiosas”, interpretadas quase sempre no formato power trio apresentado ao vivo, que conta “com momentos de psicadelia não conformada”, é de rock que se trata,  “com a honestidade que se lhe deve quando se tenta observar a vida de perto com olhos de satélite. Só dúvidas, zero respostas”, assim é descrito este álbum.

O Megafauna, que vai estar disponível em vinil, em CD e nas plataformas digitais, vai ser lançado no próximo dia 5 de maio (sexta-feira) e é editado pela Saliva Diva, tendo sido produzido pelo artista alentejano, juntamente com Ricardo Cabral e Manuel Molarinho (Baleia Baleia Baleia), no Quarto Escuro, na cidade do Porto.

Sendo a base rítmica dada por Molarinho, no baixo, e Xinês, na bateria, o álbum tem ainda as participações de Francisco Lima (Conferência Inferno), Rodrigo Pedreira (Duas Semicolcheias Invertidas) e do coro constituído por Angelina Nogueira e Rebecca Moradalizadeh. O responsável pela masterização foi Joel Figueiredo (Omitir), enquanto a autora da arte gráfica foi Cristina Viana.

Para além do concerto no Capote Fest, em Évora, a 12 de maio, Daniel Catarino vai também apresentar este novo trabalho no GentriFest, no Porto, amanhã (29 de abril), na CRU, em Famalicão, a 6 de maio, no Maus Hábitos, em Vila Real, a 24 de junho, e nas Festas de São Fecundo, em Abrantes, a 20 de agosto.

 

Fotografia de glam-magazine.pt

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