A estratégia “Água que une”, composta por perto de 300 medidas que visam a gestão eficiente dos recursos hídricos, encontra-se em consulta pública até ao dia 25 de abril.
Esta estratégia, que foi apresentada a 09 de março pelo Governo, em Coimbra, pode ser consultada no portal participa.pt.
De acordo com a agência Lusa, até às 14:30 da passada terça-feira (25), primeiro dia em que esteve em consulta pública, a “Água que une”, promovida pelos ministérios da Agricultura e do Ambiente, já contava com 13 participações.
A estratégia, que assenta nos eixos eficiência, resiliência e inteligência, tem um prazo de 15 anos, prevendo adicionar mais de 1.000 milhões de metros cúbicos (m3) de água para todos os usos no território nacional.
De acordo com dados avançados, à data, pelo Governo, o país tem disponíveis aproximadamente 51.000 milhões de m3 de água por ano. Destes, são captados anualmente 4.324 milhões de m3.
Até ao ano de 2040, as previsões apontam para uma redução de 6% nas disponibilidades hídricas e para um crescimento de 26% nos consumos.
A estratégia “Água que une” inclui programas para a redução de perdas de água, para a reutilização de água tratada, para a inovação e digitalização do ciclo da água, para a reabilitação e o restauro de rios e ribeiras, para o reforço do armazenamento, para a eficiência dos empreendimentos hidroagrícolas, para a gestão do abastecimento ao polo industrial de Sines e ainda para a resiliência hídrica da região do Alentejo.
Os investimentos regionais dividem-se em 479 milhões de euros para o Tejo e Oeste, 448 milhões para o Norte, 267 milhões para Vouga, Mondego e Lis, 156 milhões para o Alentejo e 126 milhões para o Algarve.
Fotografia de sulinformacao.pt
