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Desporto

Está a chegar a 43.ª Volta ao Alentejo

A 43.ª edição da Volta ao Alentejo realiza-se entre os dias 25 e 29 deste mês, com 20 equipas, entre as quais estão equipas continentais portuguesas e equipas de desenvolvimento do WorldTour, escreve o jornal A Bola.

Os pontos altos desta prova são, assinala a mesma fonte, a chegada à Serra de São Mamede e o regresso de um contrarrelógio individual, algo que não acontecia há três anos.

O percurso de 675,9 quilómetros foi apresentado na passada terça-feira (17), no Fórum Cultural Transfronteiriço de Alandroal.

Durante os cinco dias de competição, o pelotão passa por 25 municípios das quatro sub-regiões do Alentejo, vincando o carácter regional da prova, conhecida como a Alentejana.

A Volta começa em Sines e acaba na Praça do Giraldo, em Évora. A primeira etapa, marcada para dia 25, liga Sines a Almodôvar, num percurso de 173,7 quilómetros, que terminará provavelmente ao sprint.

No dia 26, há um percurso de 161,9 quilómetros que faz a ligação entre Ferreira do Alentejo e Montemor-o-Novo. Os últimos 400 metros em empedrado, na subida para o castelo, podem dar origem a diferenças na classificação, adianta o jornal.

A 27, regressa um contrarrelógio individual de 23,9 quilómetros, no Crato. É o mais longo desde 2008 e pode dar uma vantagem aos especialistas, devido ao facto de ser maioritariamente plano.

O quarto dia, que pode revelar-se decisivo, fica marcado pela ligação entre Vila Viçosa e a Serra de São Mamede, num percurso de 153,3 quilómetros. Neste percurso, há três contagens de montanha. A última, de primeira categoria, coincide com a meta a uma altitude de 1008 metros. Antes do final da etapa, há passagens pelo Alto do Souto da Relva e pelo Alto das Reveladas.

No último dia, a ligação é feita entre Moura e Évora, num total de 163,1 quilómetros.

A Volta ao Alentejo em Bicicleta foi criada no ano de 1983 e faz parte do calendário internacional UCI Europe Tour desde 2005, juntando equipas e atletas nacionais e internacionais. Ao longo dos anos, a Alentejana já recebeu vários grandes nomes da modalidade, como Miguel Indurain, vencedor em 1996.

“A Volta ao Alentejo ocupa um lugar muito especial na história do ciclismo português e na identidade desportiva da região. A edição de 2026 assinala um novo ciclo, com a Federação Portuguesa de Ciclismo a assumir diretamente a organização da prova, reforçando o nosso compromisso com o crescimento e a valorização desta competição”, afirma, citado pela mesma fonte, Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).

A organização é da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), em parceria com a FPC e a Emesports.

Em prova, vão estar equipas continentais UCI – Anicolor/Campicarn (POR), Aviludo-Louletano-Loulé (POR), Credibom/LA Alumínios/Marcos Car (POR), Efapel Cycling (POR), Feira dos Sofás-Boavista (POR), GI Group Holding-Simoldes-UDO (POR), Óbidos Cycling Team (POR), Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua (POR), Team Tavira/Crédito Agrícola (POR), UAE Team Emirates Gen-Z (UAE), EF Education-Aevolo (EUA), Movistar Team Academy (ESP), NSN Development Team (SUI) – e equipas de clube – Inovocorte Cycling (POR), Porminho Team Sub-23 (POR), Santa Maria da Feira/Moreira/Bolflex/E.Leclerc (POR), Earth Consulters/Maia/Frutas Monte Cristo (POR), High Level-Gsport-Grupo Tormo (ESP), Cortizo-Club Ciclista Padronés Cortizo (ESP) e Caja Rural-Alea (ESP).

 

Fotografia de alentejoilustrado.pt

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