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Escola do Litoral Alentejano vai proibir uso de telemóveis nas salas

A Escola Tecnológica do Litoral Alentejano (ETLA) vai implementar, a partir da próxima semana, um projeto-piloto que irá restringir o uso de telemóveis nas salas de aula, com o objetivo de melhorar as aprendizagens escolares dos cerca de 250 alunos.

Em declarações à agência Lusa, o diretor da ETLA, Eduardo Bandeira, explicou que a ideia tem vindo a ser estudada, após a pandemia de covid-19, altura em que foi observada uma “utilização excessiva do telemóvel em contexto escolar”.

“Embora o nosso regulamento interno já restrinja o uso de telemóveis no espaço escolar, dizendo que o mesmo não pode ser usado na sala de aula, na verdade não havia uma assunção clara desta regra”, afirmou o responsável.

Segundo o diretor, este uso “perturba não só o funcionamento da aula, como tem consequências na capacidade de aprendizagem dos alunos”.

Neste sentido, a direção da escola optou por “debater este assunto” e “avaliar prós e contras” junto da comunidade escolar, elaborando “inquéritos personalizados” aos encarregados de educação e aos alunos, com resultados “muito claros” que apontaram para “a interdição dos telemóveis na sala de aula”, disse Eduardo Bandeira.

As restantes opções passavam pela “interdição do uso do telemóvel quer na sala de aula, quer nos intervalos, permitindo somente o seu uso no grande intervalo de almoço”, ou pela “interdição total do uso do telemóvel na escola”, revelou Eduardo Bandeira.

Segundo o diretor da ETLA, a restrição apenas na sala de aula, “a título experimental”, vai permitir “testar a reação de alunos e professores” para que, em setembro, seja possível “fazer uma avaliação dos resultados” e “tomar uma decisão para o próximo ano letivo”.

Assim, a partir do dia 22 deste mês, os alunos, a maioria entre os 15 e os 18 anos, “não poderão ter os telemóveis expostos” na sala de aula, podendo “guardá-los nos cacifos ou mochilas".

Caso queiram levar os dispositivos para a sala de aula terão de os colocar “numa caixinha, desligados e sem vibração”, salientou o diretor.

Eduardo Bandeira disse acreditar “que não haverá resistência” por parte dos alunos, uma vez que “estão conscientes de que o uso do telemóvel perturba a aprendizagem e as aulas”.

“A nossa perspetiva é que o rendimento dos alunos melhore com a menor distração na sala de aula, com melhor aproveitamento da aprendizagem que é feita nas salas de aula, laboratórios e oficinas” desta escola profissional, concluiu.

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