A Câmara Municipal de Évora anunciou esta semana um novo plano estrutural para reforçar a limpeza urbana e responder à degradação da higiene pública no concelho. O presidente da autarquia, Carlos Zorrinho, assumiu na reunião pública do executivo que o setor enfrenta uma “situação difícil” e definiu a área como a “maior prioridade” e o “maior desafio” do município.
Esta tomada de posição surge numa altura em que a oposição tem aumentado a pressão política sobre a gestão de resíduos. Recentemente, a concelhia de Évora do PSD, através do vereador Henrique Sim-Sim, alertou publicamente para o agravamento do estado de limpeza da cidade e exigiu explicações detalhadas ao executivo socialista sobre a falha no cumprimento de prazos anteriormente prometidos para a normalização do serviço.
Para travar as críticas e resolver o problema de forma definitiva, o autarca recordou que a “campanha da primavera” lançada pela autarquia serviu apenas para mitigar a situação de forma conjuntural. Face à urgência atual, o município avançará agora com um plano que prevê a disseminação da recolha de lixo porta-a-porta ou equivalente e o reforço da frota automóvel afeta ao setor. Adicionalmente, a partir do dia 1 de agosto, serão retomados os contratos de prestação externa de serviços com três equipas especializadas em higiene urbana.
O novo plano apoia-se ainda numa medida de descentralização de meios para as juntas de freguesia, uma deliberação que já tinha sido aprovada por unanimidade pelo executivo camarário em reuniões anteriores.
A estratégia estrutural descrita por Carlos Zorrinho fica completa com a reestruturação profunda da recolha de resíduos volumosos, a criação de novos espaços dedicados à entrega de detritos e a constituição imediata de uma equipa interna focada em gerir e implementar todas estas medidas no terreno.
