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Educação

AVES DE RAPINA NOCTURNAS EM ÉVORA

Já esteve em destaque no World Owl Conference 2017 e agora vai para Évora. Falamos da exposição “As aves de rapina nocturnas em Portugal”, da autoria dos fotógrafos Artur Vaz Oliveira, Pedro Marques e Pierre Lemos que vai estar aberta ao público entre 20 de janeiro e 14 de fevereiro no Palácio de D. Manuel, Jardim Público de Évora (2ª a 6ª 9h00-12h00 e 13h00-17h00, Sábados 13h00-17h00).

O objetivo da exposição é sensibilizar para a conservação das aves de rapina nocturnas, cuja presença "é indicadora de ecossistemas equilibrados e de grande valor biológico" e a sua regressão em Portugal é um alerta, como são os casos da coruja-das-torres, do mocho-d’orelhas e do mocho-galego, redução do número de exemplares que está associada a alterações nas práticas agrícolas.

Segundo a organização, por serem predadoras, as rapinas nocturnas contribuem para a sustentabilidade das populações das suas presas. Algumas espécies podem ainda ser utilizadas como auxiliares em agricultura biológica, para controlo natural de pragas de micromamíferos e insectos. As aves de rapina nocturnas são também importantes na monitorização da contaminação ambiental, uma vez que acumulam uma série de poluentes químicos ampliados ao longo da cadeia alimentar.

Todas as imagens na exposição foram obtidas respeitando o bem-estar dos animais e esta é primeira iniciativa de um ciclo de actividades promovido pelo LabOr no âmbito da agenda “O Ano das Aves” que culminará em Abril de 2019 com a organização, na Universidade de Évora, da Conferência internacional Bird Numbers 2019 subordinada ao tema “Counting birds, accounting for society”.

Imagem de capa de Artur Vaz Oliveira

 

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