Vítor Proença, presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, manifestou, esta quinta-feira, a sua satisfação face ao parecer negativo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) à Mina da Lagoa Salgada.
Em comunicado, a autarquia adianta que o seu presidente, tal como António Figueira Mendes, presidente da Câmara de Grândola, contestou o projeto, argumentando que este investimento, que possui estatuto de Projeto de Interesse Nacional (PIN), “não tinha condições para ser aprovado”.
Esta decisão “vem confirmar as razões” dos municípios, lembrou o autarca à Lusa, manifestando preocupação em relação às “consequências nos recursos hídricos, na emissão de gases com efeito de estufa e na paisagem”, além do “impacto do minério que iria ser transportado pelas estradas” daquele concelho.
“Por outro lado, o projeto contemplava uma conduta adutora da barragem de Vale do Gaio, no Torrão, e isso condicionaria o abastecimento de água aos agricultores e produtores”, criticou.
Vítor Proença mostrou-se também confiante no chumbo do projeto, alegando que “mesmo reformulado”, o promotor não irá “alterar a estrutura e a magnitude do impacto na floresta, solos, recursos hídricos e nas estradas”.
Fotografia de facebook.com
