Tribuna Alentejo
19176298966_2fabb7a430_k
Música

Arraiolos pretende requalificar palácio para promover música filarmónica

A requalificação do Palácio dos Condes do Vimieiro para acolher um projeto que valorize a tradição da música filarmónica naquela localidade é um dos principais projetos do orçamento para este ano da Câmara de Arraiolos (Évora).

Nas informações disponibilizadas à agência Lusa, através de correio eletrónico, sobre o orçamento camarário para este ano, o município destacou a requalificação deste palácio na localidade de Vimieiro, adquirido à Santa Casa da Misericórdia local.

O imóvel, homologado como de Interesse Municipal, foi construído entre 1770 e 1790 e doado, no último quartel do século XX, à misericórdia, tendo a Câmara de Arraiolos (CDU) deliberado adquiri-lo, em março de 2021, com vista à sua preservação e posterior requalificação.

Nos dados agora fornecidos à Lusa, está previsto no Orçamento para 2024 o avanço da “fase de projeto” da requalificação do palácio, com o objetivo final de transformar Vimieiro “num centro de estudo, investigação e divulgação da música filarmónica”.

A ideia, segundo a autarquia, passa por valorizar “a história do próprio edifício e do período em que vigorou o poder senhorial na vila do Vimieiro (1437-1801)” e por implementar “um projeto de investigação nas áreas da História e Etnomusicologia que valorize a tradição da música” naquela localidade, sobretudo ligada à música filarmónica.

O Orçamento para 2024 e as Grandes Opções do Plano da Câmara de Arraiolos foram aprovados, por maioria, pelo executivo municipal (quatro votos a favor dos eleitos da CDU e um voto contra da eleita do PS) e na assembleia municipal (13 votos a favor dos eleitos da CDU, quatro contra do PS e mais um contra do PSD) e duas abstenções do PS).

O orçamento para este ano totaliza 15.320.826 euros, o que representa mais 1.468.318 euros do que o de 2023 (13.852.508 euros), subida essa que se deve ao “aumento da verba a transferir do Orçamento do Estado (OE) proveniente da aplicação do nº 3 do artigo 35.º da Lei 73/2013”, disse a câmara.

“Do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF), houve uma ligeira diminuição de verbas a transferir do OE para este município, tanto nas transferências correntes como de capital”, ressalvou.

Para a autarquia, trata-se de um “orçamento realista e ambicioso ao mesmo tempo”, cuja execução “requer uma enorme exigência” de forma a ser cumprida, mas que “permite que novas e urgentes oportunidades de investimento se possam concretizar”.

Além do projeto relativo ao Palácio dos Condes do Vimieiro, a câmara apontou, entre outras prioridades, a implementação do programa “Acessibilidades 360º”, que inclui várias intervenções para facilitar o acesso a pessoas com mobilidade condicionada, e requalificação de ruas e redes pedonais ou arruamentos.

A aquisição e beneficiação de edifícios municipais, o Centro Comunitário das Ilhas, loteamentos habitacionais e oficinas, construção e beneficiação de parques infantis no concelho e substituição de relvados sintéticos em estádios foram outros dos projetos elencados.

 

Fonte: Lusa

Imagem de Vitor Oliveira

Artigos relacionados

Martim Sousa Tavares apresenta “O Tempo dos Rios”, uma viagem artística em Alandroal

Redação Alentejo

Odemira recorda Amália Rodrigues

Redação Alentejo

Maior festival de verão do Alentejo começa amanhã e promete 5 dias únicos no Crato

Redação Alentejo

Katia Guerreiro vai dar concerto em Viana do Alentejo, em setembro

Redação Alentejo

Grupo Coral Infantil de Ourique prepara álbum para levar o Cante Alentejano ao mundo

Redação Alentejo

Daniela Mercury diz que o Alentejo lhe faz lembrar o Nordeste brasileiro

Redação Alentejo