3 Janeiro 2018      16:27

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ANTÓNIO ISIDORO DE SOUSA, UM HERÓI QUE VIANA DO ALENTEJO CELEBRA

Em 1895 o concelho de Viana do Alentejo é extinto e absorvido por Évora, numa célebre e polémica reforma administrativa levada a cabo pelo governo de João Franco e Hintze Ribeiro, muito semelhante à de 1836 de Mouzinho da Silveira, que suprimiu os concelhos de Aguiar e Alcáçovas e os anexou a Viana do Alentejo.

Na altura o país perdeu 448 concelhos dos 779 que tinha. Muitos nunca mais recuperaram o estatuto. Mas não foi o caso de Viana do Alentejo, muito por acção de um vianense que, em contestação por semelhante medida, acabou por liderar um movimento nacional municipalista tendo então sido eleito Presidente da Comissão de Vigilância e, depois da restauração de Viana a concelho, foi eleito Presidente da Câmara. Falamos de António Isidoro de Sousa, o célebre agrónomo e veterinário, que acabou por contribuir para a restauração do concelho de Viana do Alentejo, o que aconteceu a 13 de janeiro de 1895, fará agora 120 anos.

Para assinalar a data, o Autarquia de Viana do Alentejo vai atribuir a medalha de honra do Município a duas associações do concelho – Associação dos Amigos Aguiarenses e Grupo Motard “Os Xananas” de Viana do Alentejo – durante a sessão solene marcada para as 11h00, no Cineteatro Vianense.

A meio da tarde, pelas 15h30, será apresentado no Cineteatro Vianense, o documentário “Viana do Alentejo: Terra de Barro” de António Menezes sobre a Olaria Tradicional do Concelho de Viana do Alentejo.

À noite, pelas 21h30, o Cineteatro Vianense, apresenta o espetáculo musical “Rock School” com os alunos da Escola de Música da Fundação Dias de Carvalho, de Portel, que inclui ainda a participação da Banda “NGB”, num tributo a Zé Pedro dos Xutos e Pontapés.

As comemorações começam na sexta-feira, dia 12, pelas 18h00, com a inauguração da exposição “Interpretações da Fachada Alentejana”, na Igreja da Misericórdia, no Castelo de Viana do Alentejo. A exposição é da autoria de Carlos Figueira, professor aposentado de Educação Visual e Tecnológica. A exposição “Interpretações da fachada alentejana” dá continuação ao seu projeto das “Janelas do Alentejo”, com miniaturas de arquiteturas alentejanas. São réplicas ou, em alguns casos, interpretações dos elementos originais, tendo sempre como princípio o respeito pelo património.

À noite, pelas 21h30, é apresentada no Cineteatro Vianense a peça de teatro “Escória” pela Companhia de Teatro Baal 17, com encenação e dramaturgia de Filipe Seixas, no âmbito do Programa Alentejo em Cena. A peça fala de respeito, empatia e esperança numa Humanidade que também tem um lado doce, construtivo e colorido.

 
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