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Instituições e proprietários querem salvar Anta Grande do Zambujeiro em Évora

A maior anta da Península Ibérica, situada em Évora, e que se encontra em risco de colapso, vai ser alvo de um projeto de recuperação, numa parceria que envolve Município, Estado e os 4 proprietários do terreno onde esta se encontra instalada. A iniciativa prevê um investimento de 300 mil euros e vai candidatar-se ao programa Valorizar, do Turismo de Portugal,  que suportará 70% do valor em causa, ficando os restantes 30% distribuídos pelo Estado, pelo Município de Évora e pelos proprietários do terreno.

O anúncio do projeto de recuperação da Anta Grande do Zambujeiro surgiu depois de o vice-presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses, Luís Raposo, ter alertado para o "risco de colapso" do monumento, devido ao "estado de abandono e de grande degradação" em junho passado e está a ser avançado pelo Diário do Alentejo.

A “Anta Grande do Zambujeiro”, identificada e escavada nos anos sessenta por Henrique Leonor de Pina, localiza-se em terrenos confinantes com a Herdade da Mitra (Universidade de Évora, polo de Valverde) e é um dos maiores monumentos megalíticos funerários da Europa.

O monumento foi objecto de um primeiro diagnóstico realizado em 1979 pelo LNEC que, identificou a exposição directa às intempéries como um dos seus principais problemas (de facto o monumento foi feito para estar coberto pela “mamoa”, entretanto parcialmente escavada). Esse facto esteve na origem da instalação nos anos 80 da inestética e hoje degradada cobertura “provisória”. Posteriormente, numa acção também da iniciativa do ex-Serviço Regional de Arqueologia do Sul, foram removidos da sua posição original alguns elementos do corredor que ameaçavam ruína.

O último estudo feito às condições da Anta foi feito pelo LNEC em 2005 e sublinha o avanço da degradação daquela estrutura funerária, tendo sido necessário proceder a um escoramento de emergência no acesso à câmara funerária.

 

Imagem de capa de Ángel M. Felicísimo

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