18 Fevereiro 2020      12:02

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Alentejo regista maiores dificuldades no acesso a cuidados de saúde do pé-diabético

Portugal é um dos países europeus com uma das taxas de prevalência de diabetes mais elevada, com cerca de três milhões de pessoas com diabetes ou pré-diabetes.

E, apesar de ter consultas bastante evoluídas que conseguem taxas de amputação semelhantes aos locais da Europa com melhor desempenho, no Alentejo esta não é a realidade que se faz sentir. Não existem cuidados estruturados, nem acesso aos cuidados de prevenção.

Em 2019, a Associação Protetora dos Diabéticos em Portugal lançou um projeto de Intervenção em Lares e Centros de Dia no Pé Diabético (PEDIAP), em três concelhos do Alentejo, nomeadamente, Alcácer do Sal, Montemor-o-Novo e Vendas Novas.

Este projeto, cofinanciado pela Direção-Geral da Saúde, com duração de um ano, tinha como objetivo prevenir e controlar o pé diabético através de cuidados de podologia, promovendo assim a diminuição de feridas e amputações. A intervenção incluía o rastreio, com classificação do risco de lesões, os tratamentos necessários aos casos de médio e alto risco e a sensibilização e educação dos cuidadores formais e informais.

Com este projeto foram rastreadas 334 pessoas e os resultados vão ser conhecidos no próximo dia 20 de fevereiro pelos diferentes municípios: às 9 da manhã na Câmara Municipal de Vendas Novas, às 11h33 em Montemor-o-Novo e às 15h30 em Alcácer do Sal. 

Dentro dos números apresentados, estima-se que 20 a 25% das admissões hospitalares de pessoas com diabetes acontecem devido ao pé. A prevalência de complicações relacionadas com a diabetes, nomeadamente o pé diabético, tende a aumentar em função do número crescente de pessoas com a patologia.

O pé diabético é a causa para mais de mil amputações dos membros inferiores, o que equivale a que uma em cada sete pessoas com diabetes irá ter uma úlcera de pé ao longo da vida.

 Desta forma, as intervenções efetuadas visam capacitar a pessoa para o desenvolvimento de comportamentos de autocuidado, reduzindo a incidência de ulceração, numa perspetiva integradora de cuidados, combinando estratégias de prevenção, que podem ser efetuadas a nível da pessoa, do prestador de cuidados, seja formal ou informal, ou da estrutura de cuidados.

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