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Alentejo: mediadores interculturais vão integrar ciganos e migrantes

Os municípios alentejanos de Moura, Serpa e Beja vão passar a contar com uma nova profissão nos seus concelhos, a de mediador intercultural.

A intenção é a de apoiar os processos de integração das comunidades mais vulneráveis dos seus concelhos e realizar uma “intervenção sólida junto das comunidades e dos serviços”, integrando a comunidade cigana e a mais recente vaga de migrantes.

Tal como nos municípios alentejanos, também Maia, Águeda, Idanha-a-Nova, Coimbra, Braga, Fafe, Castelo Branco, Porto e Guimarães serão integrados neste projeto da secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.

Este programa é da responsabilidade da Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade com a colaboração do Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e do Conselho da Europa, esta será uma nova edição do programa ROMED – Governação Democrática e Participação Comunitária Através da Mediação (2013 – 2018) é uma iniciativa do Conselho da Europa a partir do Programa Europeu de Formação de Mediadores – e que pretende criar mediadores provenientes das comunidades ciganas. 

Estes projetos têm a duração de três anos e serão financiados com 3,5 milhões de euros de verbas públicas e as equipas de mediadores serão constituídas por duas a cinco pessoas de comunidades ciganas ou comunidades migrantes, no total nacional de 50 mediadores.

Destes 50, 42 mediadores estarão integrados no âmbito das equipas municipais; os restantes oito estarão ao abrigo do programa europeu ROMED e espera-se que as equipas de mediadores possam facilitar a relação e a comunicação entre os cidadãos e profissionais de serviços públicos, por exemplo, de modo a prevenir eventuais situações de conflito e, nas palavras de Rosa Monteiro – Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade – “sanar ressentimentos, estabelecer pontes, diálogos, e propostas essencialmente de resolução dos problemas numa lógica de igualdade e de eliminação de assimetrias entre os grupos.

Existem ainda outros programas nacionais, como o “Escolhas”, que trabalha para a promoção da inclusão social de crianças e jovens de contextos socioeconómicos vulneráveis, em especial da comunidade cigana.

 

Imagem de comregras.com

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