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Alandroal aposta em mais habitação para responder à “elevada procura”

A Câmara Municipal de Alandroal vai apostar na habitação neste mandato, numa altura em que o concelho está a ficar “sem lotes de natureza municipal disponíveis para venda”, afirmou o presidente da autarquia, João Grilo.

Para dar resposta à procura crescente, o município está a desenvolver novos loteamentos e a preparar projetos de habitação acessível.

Em declarações à Rádio Campo Maior, o autarca referiu que a câmara tem vindo a trabalhar em várias frentes. Em alguns casos, “já tem os terrenos”, noutros “está a adquiri-los”. O passo seguinte será dotar essas áreas das condições necessárias para avançar para o mercado. “Depois temos que conseguir desenvolver as infraestruturas para que possamos colocá-los à venda”, explicou.

Paralelamente, o município está “a ultimar projetos do Primeiro Direito”, com o objetivo de disponibilizar habitação para famílias mais carenciadas. João Grilo espera que estas iniciativas venham a ser financiadas pelo programa Alentejo 2030.

O presidente sublinhou ainda que a procura habitacional tem aumentado significativamente. “Sentimos que há uma procura muito grande de habitação no concelho, que a reabilitação nas aldeias tem sido bastante importante para diminuir o número de casas devolutas e aumentar a ocupação. Mas precisamos também de soluções de nova habitação, um pouco por todo o concelho”, afirmou. Os novos loteamentos em estudo abrangem Casas Novas, Pias, Aldeia da Venda, Hortinhas e Juromenha.

A autarquia está igualmente a avaliar formas de “aumentar a possibilidade de construção em baixa densidade”, sempre “respeitando as características do território e de acordo com a procura”.

João Grilo recordou uma experiência anterior em que o município decidiu fundir lotes pequenos que estavam por vender há mais de 15 anos. “Duplicaram as áreas e foram vendidos em pouquíssimos meses”, destacou.

Para o autarca, a tendência é clara: “a procura que temos no nosso território vai de encontro a habitações que tenham um logradouro amplo, que tenham, de facto, possibilidade de viver na natureza. Ninguém vem para o Alandroal para viver em prédios ou para viver como já se vive nas grandes cidades. Portanto, aqui a procura é outra e nós temos que encontrar soluções para dar essa resposta alternativa”, concluiu.

 

Fotografia de facebook.com

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