Tribuna Alentejo
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À GUISA D’ABRIL

A liberdade é como ar
Húmido e quente
Em intrépido movimento
É livre como o vento
Que passa e se sente
Sem saber de onde veio
Sem saber para onde vai

A liberdade é como ar
Húmido e quente
Em intrépido movimento
É livre como o vento
Que passa e se sente
Sem saber de onde veio
Sem saber para onde vai

A liberdade é como água
Húmida e fria
De variável geometria
É imensa como o mar
Salgado tantas vezes
Doce vezes demais

A liberdade é como fogo
Seco e quente
Perpétuo e vivo
Em incessante combustão
Em intermitente extinção

A liberdade é como terra
Seca e fria
Fértil e sequiosa,
Que tudo acolhe e tudo cria

A liberdade é preciosa
Mas quando não é condição
Irrompe como um trovão

A liberdade somos nós
Alforriados pelos cravos

Libertados por abril

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