O arranque da segunda fase dos exames nacionais do ensino secundário e do 9.º ano acontece esta terça-feira sob um clima de forte incerteza e descontentamento por parte dos estudantes. Apesar de as provas finais de Português estarem já a decorrer, muitos alunos continuam sem confiar nas notas obtidas na primeira fase, uma contestação motivada por falhas graves no novo sistema de classificação digital. O problema levou mesmo a protestos junto ao Ministério da Educação, onde os jovens manifestaram o receio de que as classificações publicadas contenham erros. O processo tem sido marcado por forte instabilidade, com pautas publicadas fora do prazo e sem a totalidade das notas, o que obrigou o Júri Nacional de Exames a enviar dados em pleno fim de semana. Além disso, erros na correção de perguntas específicas de Física e Química e de Geografia forçaram a retificação de milhares de notas já na segunda-feira.
Face a este cenário de caos, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, assumiu as falhas do processo, mas o Executivo decidiu não alterar os prazos do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que encerra as candidaturas a 6 de agosto, mantendo também inalterado o calendário da segunda fase de exames. Como medida de compensação para mitigar os impactos negativos, o Ministério anunciou a criação de uma época especial de exames em setembro para os estudantes que se considerem lesados. Esta solução destina-se, por exemplo, a alunos com problemas de digitalização por resolver e que viram o prazo de inscrição para a segunda fase terminar na segunda-feira. A única exceção ao calendário de inscrições aplicou-se à disciplina de Geografia A, cujo prazo foi excecionalmente estendido até ao final do dia de hoje devido ao atraso no envio das notas corrigidas. O calendário de exames prossegue até ao final da semana, prevendo-se a realização da prova de Matemática do 9.º ano na quinta-feira e o encerramento do ciclo de exames secundários na sexta-feira com a prova de Inglês.
