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Curiosidades

Portalegre: porque está o vinho de altitude a ganhar tanta importância

A Câmara Municipal de Portalegre vai promover o evento Sunset Vinhos de Altitude no próximo sábado, dia 13 de junho, entre as 18:00 e as 23:00, na Praça da República. O encontro decorrerá em formato de mercado de vinhos (wine market), fruto de uma parceria direta entre o Município, os produtores locais da Serra de São Mamede e os empresários da restauração e bares da zona central da cidade. O grande objetivo desta iniciativa cultural e económica é divulgar as referências vínicas desta sub-região alentejana, potenciando o contacto direto com o público numa tarde/noite que contará também com os concertos de “Notas de Jazz”, às 18:00, e do músico Diogo Zambujo, às 21:00.
O Conceito e a Origem Geográfica
Apesar do forte destaque promocional de Portalegre, os vinhos de altitude não são de todo um exclusivo deste concelho alentejano. Historicamente, o conceito de viticultura de altitude desenvolveu-se a nível mundial em países do “Novo Mundo” vitivinícola, com destaque para a Argentina (na célebre região de Mendoza, onde as vinhas escalam a Cordilheira dos Andes) e para o Chile, como uma resposta geográfica para contrariar os climas excessivamente quentes e áridos das planícies. Ao subir centenas de metros acima do nível do mar, os produtores encontraram uma acidez natural essencial para equilibrar a maturação das uvas.
A Realidade em Portugal
Em território nacional, embora a Serra de São Mamede (Portalegre) seja amplamente aclamada devido à sua altitude (vinhas situadas entre os 500 e os 800 metros) que lhe confere um microclima fresco e húmido único no Alentejo, existem outras regiões que partilham este conceito. A Beira Interior é considerada pioneira na promoção estruturada desta designação em Portugal, ostentando as vinhas mais altas do país localizadas no planalto de Castelo Rodrigo e nas encostas da Serra da Estrela, a cotas que superam facilmente os 700 e os 1000 metros de altitude. Também o Douro Superior e certas zonas altas de Trás-os-Montes e do Dão utilizam estas cotas geográficas elevadas para produzir vinhos caracterizados por uma enorme frescura, mineralidade e grande capacidade de envelhecimento, destacando-se fortemente do perfil tradicional das regiões de planície mais quentes.

 

 

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