O Ensino Superior Politécnico registou um crescimento expressivo no número de novos estudantes, consolidando o sucesso já verificado na etapa anterior do Concurso Nacional de Acesso. Na segunda fase do processo, as Universidades Politécnicas conseguiram preencher quase cinco mil vagas, as quais se somam aos cerca de 20 mil alunos admitidos na primeira fase. Este desempenho representa uma subida de 24% em termos homólogos e posiciona o atual ano letivo como um dos melhores da última década para este subsistema de ensino.
O aumento substancial face a 2025 reflete a crescente atratividade das instituições e o reconhecimento da sua competência técnica e científica, além de evidenciar o impacto positivo das suas fortes ligações ao mundo empresarial. Segundo o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Luís Loures, a recente transição institucional para a designação de universidades politécnicas foi fundamental para este cenário, ajudando a equilibrar a perceção pública de equidade face às universidades tradicionais. No entanto, o dirigente ressalva que ainda persistem assimetrias acentuadas no financiamento público, um fator que limita a competitividade e restringe o avanço da investigação científica em setores emergentes vitais para a economia regional.
A dinâmica de crescimento estendeu-se também às regiões de menor densidade populacional, onde estas instituições detêm forte forte implantação territorial. Apesar do balanço positivo no interior do país, Luís Loures adverte que o sucesso nestas geografias poderia ser maior se houvesse políticas de estímulo à fixação de estudantes. O responsável criticou o fim de iniciativas de apoio à mobilidade, dando como exemplo a extinção do programa «+Superior», que financiava bolsas para alunos fixados em zonas demograficamente menos pressionadas. Uma avaliação detalhada e global sobre o impacto total das colocações de 2026/2027 será apresentada no final de outubro, data em que estarão encerrados todos os regimes de acesso e vias especiais.
